domingo, 11 de setembro de 2011

LEUCEMIA 0 SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL



Vença os medos
Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato. Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo do cão, por isso o mágico o transformou em pantera.
Então ele começou a temer os caçadores.
A essa altura o mágico desistiu.
Transformou-o em camundongo novamente e disse:

Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto.
Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos…
É isto que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos. Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas…
Muita força e coragem !
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Sangue do Cordão Umbilical e Placentário - SCUP
O Ministério da Saúde lançou no final de setembro de 2004 uma rede pública de bancos de armazenamento de sangue de cordão umbilical e placentário, a BrasilCord, para o atendimento de pacientes que necessitam de células-tronco e que aguardam transplantes de medula óssea.

Atualmente, o Brasil soma 2.500 indicações anuais para transplante de medula óssea, das quais 1.500 não encontram um doador com laços de parentesco e compatibilidade genética.

A ABRALE contribuirá com o projeto esclarecendo a população e médicos obstetras sobre a importância da doação.
Abaixo, algumas respostas para as dúvidas mais freqüentes sobre a doação do sangue do cordão umbilical:


O que é o sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP)?
Devido às dificuldades de se encontrar doadores de medula óssea, busca-se fontes alternativas de células progenitoras. Pesquisas demonstraram que, durante a gestação, o sangue de cordão umbilical é uma fonte rica em células progenitoras.

A partir dessa descoberta, as células progenitoras obtidas do sangue de cordão umbilical vêm sendo utilizadas em modelos terapêuticos onde é indicado o transplante de medula óssea.
Qual a principal utilização do sangue de cordão umbilical?

O uso terapêutico comprovado é a reconstituição de células do sangue, substituindo a medula óssea nos pacientes que não têm doador.
Como é feita a coleta de sangue de cordão umbilical?

A doação do sangue do cordão umbilical não começa na coleta. Ela passa por várias etapas:

1) Triagem: as mães dispostas a doar passam por uma triagem desde o pré-natal. São excluídas aquelas que apresentarem doenças genéticas e histórico de neoplasia, entre outros, e aquelas que tenham deixado de realizar pelo menos duas consultas no pré-natal.

2) Coleta: passada a triagem, o sangue do cordão é coletado tanto em partos naturais quanto em cesáreas. A coleta é acompanhada por três formulários: um relatório do histórico clínico materno e familiar, um histórico do parto do recém-nascido e um termo de consentimento que regulariza a doação do material. Também é retirada uma amostra de sangue materno para a triagem sorológica de doenças como Hepatites e HIV.

3) Análise: o material coletado é acondicionado sob refrigeração. Depois, passa por uma contagem do número de células e de volume. Se esses números forem baixos, a unidade coletada é desprezada. Caso apresente um número adequado de células-tronco, a unidade é processada e armazenada em local próprio.

4) Consulta com a mãe e o bebê: há uma consulta com a mãe, de dois a seis meses após o nascimento, para novos exames de sangue e observação do estado geral do bebê. Caso tenha ocorrido alguma anormalidade, a unidade de células-tronco é descartada. Só após esses exames a unidade tem sua tipagem realizada e disponibilizada no registro de doadores.
Quais são os procedimentos necessários para a doação?

Podem doar mães com menos de 36 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional maior de 35 semanas e peso maior que 2kg. Algumas exigências devem ser cumpridas antes da coleta, similares às requeridas para doação de sangue. Antes do parto, a mãe deverá passar por uma triagem clínica (entrevista). Segundo a legislação brasileira, entre 60 e 180 dias após o parto, a mãe deverá retornar ao banco de sangue para uma nova entrevista e coleta de sangue para a realização dos testes laboratoriais.
O que garante a qualidade do material armazenado?

O sangue do cordão umbilical passa por vários testes e é armazenado em locais específicos até a liberação final, após o retorno da mãe para a coleta de nova amostra de sangue.
Que paciente pode ser tratado com esse tipo de célula-tronco?

O número de células-tronco que vem do cordão e da placenta é geralmente insuficiente para transplantar pessoas adultas. Portanto, crianças e adultos de tamanho pequeno ou médio (até 50 kg) podem receber as células progenitoras provenientes de cordão umbilical. Para adultos, uma bolsa de sangue não basta. Se houver mais de uma compatível e número de células suficiente, é possível realizar o transplante dessas células progenitoras em adultos.
Por quanto tempo as células-tronco do sangue do cordão umbilical podem ficar armazenadas?

O processo de armazenamento de células-tronco se faz em nitrogênio líquido, sendo esse processo denominado criogênese.

Até o momento, a mais antiga amostra de células-tronco de sangue do cordão descongelada tinha 15 anos e estava intacta. Outros tipos de células humanas preservadas com sucesso por criogênese mantêm-se viáveis por mais de 55 anos, inclusive células-tronco. Por isso, em tese, quando processadas corretamente, as células progenitoras podem ficar preservadas por décadas.
Pode-se doar o sangue do cordão umbilical de um bebê para o BrasilCord para uso exclusivo na mesma criança, caso ela precise no futuro?

O BrasilCord foi criado para ser um banco público, sendo assim todo paciente que precisar, se houver compatibilidade, poderá usar o material doado. A probabilidade de uma pessoa precisa das próprias células durante seus primeiros 20 anos - período em que se admite que as células congeladas se mantenham viáveis - é de apenas 1 em 20 mil, pois uma de suas principais utilizações é no tratamento da leucemia.

Nesses casos, o transplante de sangue de cordão do próprio indivíduo é contra-indicado, já que o transplante alogênico (de terceiros) apresenta melhores resultados. Outra limitação é a quantidade de células obtidas de um único cordão pode servir para o tratamento de pacientes com até 50kg. Por meio dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso.
Quanto custa a coleta e o armazenamento do sangue do cordão?

A coleta e armazenamento de cada unidade custa em torno de U$ 3 mil para o Sistema Único de Saúde (SUS). Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical vindas de centros internacionais fica em US$ 32 mil.
O cordão umbilical de um filho é igual ao de outro?

Cada filho é único, e a probabilidade de irmãos serem perfeitamente compatíveis é de 1 para 4. Além disso, não é possível prever se uma das crianças, e qual delas, eventualmente necessitará de um transplante.
Quanto custa a coleta e o armazenamento do sangue do cordão?
A coleta e armazenamento de cada unidade custa em torno de R$ 3.000 para o SUS. Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical vindas de centros internacionais fica em US$ 32 mil.
Existem bancos semelhantes no exterior?

No exterior existem mais de cem bancos, com mais de 130 mil unidades de cordão congeladas.
Por que doar o sangue do cordão umbilical?

Ao doar o sangue do cordão umbilical, você ajuda a salvar a vida das pessoas que ano a ano precisam de um transplante de medula e não encontram doador compatível.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------TENHA CORAGEM VOCE TAMBEM SEJA UM DOADOR :DOE VIDA DOE MEDULA ÓSSEA!!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Leucemia 0 transplante


Transplante de Medula Óssea (transplante de células tronco hematopoéticas)
Revisão: Comitê Científico ABRALE. Coordenação: Dr. Cámino Antônio de Souza
O transplante de medula óssea (TMO) é modalidade terapêutica utilizada no tratamento de inúmeras das doenças hematológicas, benignas ou malignas; hereditárias ou adquiridas.

O fundamento lógico para o transplante de células progenitoras está baseado no fato de que todas as células maduras que circulam no sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas provém de uma única célula, contida na medula óssea, denominada célula progenitora ou “stem cell”, e atualmente o termo mais amplamente aceito é células progenitoras hematopoéticas (TCPH).

Assim, o termo transplante de medula de óssea denominado TMO, vêm sendo modificado por um termo mais específico: transplante de células progenitoras hematopoéticas: TCPH, pois tal denominação reflete melhor o tipo de procedimento realizado e o tipo de célula que o paciente irá receber para reconstituir sua medula óssea.

A realização do transplante consiste na retirada de células progenitoras hematopoéticas. Tais células estão localizadas em adultos principalmente nos ossos chatos como a bacia, esterno, costela e vértebras. O procedimento consiste de múltiplas aspirações com de agulhas especiais. Pode-se obter as células progenitoras periféricas mobilizadas com fator de crescimento (G-CSF), que vão circular na corrente sangüínea sendo coletadas através de máquinas denominadas leucaférese.

As células progenitoras infundidas na corrente sangüínea se implantam na medula óssea iniciando a reconstituição hematopoética do paciente, após regime de condicionamento.

O condicionamento é o uso de altas doses de quimioterapia associados ou não à radioterapia corporal para que o paciente seja tratado de sua doença hematológica. Com a infusão de células progenitoras suficientes do paciente (denominado transplante autólogo) ou de um doador próximo e compatível (denominado transplante alogênico), a função da medula e a produção das células do sangue são restauradas de maneira suficiente a permitir a recuperação de um tratamento intensivo. 

A indicação para transplante depende do tipo, o estádio da doença e da idade do paciente. O paciente deverá estar, preferencialmente em remissão (isto é com doença controlada). Não são todos os pacientes portadores de leucemia ou linfoma que têm indicação para realização de transplante. Os critérios para a realização do transplante estão estabelecidos em protocolos aprovados pelos Comitês de Ética. 

Para se obter células progenitoras do sangue periférico, em número apropriado para o transplante, utiliza-se um equipamento chamado máquina de leucaférese. O sangue é separado e as células progenitoras são separadas de acordo com o seu peso, e armazenadas em um compartimento especial. As células progenitoras são infundidas no paciente, após o regime de condicionamento próprio para o transplante.

Duas perguntas centrais devem ser respondidas quando se estiver considerando um transplante para um paciente portador de leucemia ou linfoma que esteja em remissão: 
1 - Um transplante de células progenitoras será mais apropriado para a cura da doença do que outras formas de terapia?
2 - Se houver indicação de um transplante alogênico, há um doador compatível e disponível de células progenitoras?

Há três formas de transplante:

1 - Alogênico: as células progenitoras provém de um doador previamente selecionado por testes de compatibilidade, principalmente o HLA (antígeno de hispocompatibilidade leucocitária) normalmente identificado entre os familiares ou em bancos de medula óssea. Os bancos de medula óssea podem ter cadastrados doadores adultos ou bancos de cordão umbilical.

2 - Autólogo: as células progenitoras provém do próprio paciente.

3 - Singênico: as células progenitoras provém de gêmeos idênticos (univitelinos).

Perguntas e Respostas
O que é transplante de medula óssea? 
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças benignas ou malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. 
O transplante pode ser autólogo, quando as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Quando é necessário o transplante? 
Em doenças do sangue como a Anemia Aplásica Severa e em alguns tipos de leucemias, dependendo do subtipo, idade, e resposta a quimioterapia inicial. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode estar indicado. 

Como é o transplante para o doador? 
Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação de medula óssea classicamente é feita por meio de um procedimento, de aproximadamente 90 minutos, em que são realizadas múltiplas punções com agulhas, nos ossos posteriores da bacia sendo retirado o produto através de aspiração. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10% do seu peso, de 10 a 15 ml/kg de peso do receptor. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde do doador. 
A retirada das células progenitoras pode ser realizada também através de leucaférese, conforme explicado no parágrafo acima. 

Como é o transplante para o paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que reduz drasticamente a produção normal de sangue, o paciente recebe as células progenitoras transfundidas para a corrente sangüínea. 
As células progenitoras, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea e voltam a se proliferar. 
Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e ou hemorragias. Por esta razão, deve ser mantido preferencialmente internado e em regime de isolamento. Cuidados com a dieta e higiene são necessários. Apesar dos cuidados as infecções são quase sempre presentes no paciente transplantado. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, em regime ambulatorial, sendo necessário, por vezes, o comparecimento diário ao hospital. 

Quais os riscos para o paciente?

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estádio da doença diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas. 
Os principais riscos logo após o transplante, estão relacionados às infecções e às drogas quimioterápicas utilizados no condicionamento pré-transplante. Nos transplantes alogênicos, com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova "memória" e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer órgãos e tecidos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença do enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada, na maioria dos casos com medicamentos adequados

Quais os riscos para o doador?

No transplante convencional onde há aspiração da medula óssea, é um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de células progenitoras da medula óssea em um volume necessário ao paciente: 10 a 15 ml/kg. Esse procedimento tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de punções na região pélvica posterior para aspiração da medula. Dentro de duas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório. 
Na coleta de célula progenitora do sangue periférico, os riscos estão associados à utilização de fator de crescimento (G-CSF) e ao procedimento aferético. Em relação ao uso de G-CSF pode haver dor óssea, febre baixa e em casos raros aumento do fígado e baço. Em relação ao procedimento aferético deve haver controle rigoroso clínico e metabólico durante o procedimento, seguido durante todo o tempo pelo médico.

O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula alôgenico é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. 
A probabilidade de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%. A probabilidade entre o paciente e o pai ou a mãe é inferior a 5%. 
Devido a grande miscigenação de raça no Brasil, a probabilidade do encontro de um doador em bancos de medula estima-se que seja 1/300.000 em doadores brasileiros, e esse número é muito inferior nos bancos de medula óssea internacionais. 

Essa figura mostra o cromossoma 6, suas regiões onde se faz a verificação de compatibilidade. 

O que fazer quando não há um doador compatível?

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos etc) semelhantes. Embora, no caso do Brasil, a mistura de raças dificulte a localização de doadores ou registros internacionais, é possível encontrá-los em outros países. Desta forma surgiram os primeiros Bancos de Doadores de Medula, em que voluntários de todo o mundo colhem sangue,fazem o teste de compatibilidade e são cadastrados no banco de medula. Quando encontrados os doadores são consultados e se estiverem aptos e de acordo, colhem as células progenitoras, essas células são remetidas ao centro cadastrado que fará o transplante do paciente. Hoje, já existem mais de 5 milhões de doadores. O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros. O centro que trata o paciente, o inscreve o seu paciente no REREME, e a partir daí a busca se dá periodicamente até o encontro de doador compatível. 


Passos para a doação de medula óssea



Sangue do Cordão Umbilical e Placentário - SCUP

O Ministério da Saúde lançou no final de setembro de 2004 uma rede pública de bancos de armazenamento de sangue de cordão umbilical e placentário, a BrasilCord, para o atendimento de pacientes que necessitam de células tronco e que aguardam transplantes de medula óssea. 
Atualmente, o Brasil soma 2.500 indicações anuais para transplante de medula óssea, das quais 1.500 não encontram um doador com laços de parentesco e compatibilidade genética. 
A ABRALE contribuirá com o projeto esclarecendo a população e médicos obstetras sobre a importância da doação. 
Abaixo, algumas respostas para as dúvidas mais freqüentes sobre a doação do sangue do cordão umbilical:

O que é o sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP)? 

Devido às dificuldades de se encontrar doadores de medula óssea, busca-se fontes alternativas de células progenitoras. Pesquisas demonstraram que, durante a gestação, 
O sangue de cordão umbilical é uma fonte rica de células progenitoras. Após o parto, o sangue que permanece no cordão umbilical e na placenta, contendo células progenitoras é geralmente descartado. A partir dessa descoberta, as células progenitoras obtidas do sangue de cordão umbilical vêm sendo utilizadas em modelos terapêuticos onde é indicado o transplante de medula óssea. 

Qual a principal utilização do sangue de cordão umbilical?

O uso terapêutico comprovado é a reconstituição de células do sangue, substituindo a medula óssea nos pacientes que não têm doador. 

Como é feita a coleta de sangue de cordão umbilical? 

A doação do sangue do cordão umbilical não começa na coleta. Ela passa por várias etapas:

1 - Triagem: as mães dispostas a doar passam por uma triagem desde o pré-natal. São excluídas aquelas que apresentarem doenças genéticas e histórico de neoplasia, entre outros, e aquelas que tenham deixado de realizar pelo menos duas consultas no pré-natal.

2 - Coleta: passada a triagem, o sangue do cordão é coletado tanto em partos naturais quanto em cesáreas. A coleta é acompanhada por três formulários: um relatório do histórico clínico materno e familiar, um histórico do parto do recém-nascido e um termo de consentimento livre e esclarecido, que regulariza a doação do material. Também é retirada uma amostra de sangue materno para a triagem sorológica de doenças como hepatites e Aids.

3 - Análise: o material coletado é acondicionado sob refrigeração. Depois, passar por uma contagem do número de células e de volume. Se esses números forem baixos, a unidade coletada é desprezada. Caso apresente um número adequado de células tronco, a unidade é processada e armazenada em local próprio.

4 - Consulta com a mãe e o bebê: há uma consulta com a mãe, de dois a seis meses após o nascimento, para novos exames de sangue e observação do estado geral do bebê. Caso tenha ocorrido alguma anormalidade, a unidade de células tronco é descartada. Só após esses exames a unidade tem sua tipagem realizada e disponibilizada no registro de doadores. 

Quais são os procedimentos necessários para a doação? 

Podem doar mães com menos de 36 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional maior de 35 semanas e peso maior que 2 kg. Algumas exigências devem ser cumpridas antes da coleta, similares às requeridas para doação de sangue. Antes do parto, a mãe deverá passar por uma triagem clínica (entrevista). Segundo a legislação brasileira, entre 60 e 180 dias após o parto, a mãe deverá retornar ao banco de sangue para uma nova entrevista e coleta de sangue para a realização dos testes laboratoriais.

O que garante a qualidade do material armazenado? 

O sangue do cordão umbilical passa por vários testes e é armazenado em locais específicos até a liberação final, após o retorno da mãe para a coleta de nova amostra de sangue.

Que paciente pode ser tratado com esse tipo de célula tronco?

O número de células tronco que vem do cordão e da placenta é geralmente insuficiente para transplantar pessoas adultas. Portanto, crianças e adultos de tamanho pequeno ou médio (até 50 kg) podem receber as células progenitoras provenientes de cordão umbilical. Para adultos, uma bolsa de sangue não basta. Se houver mais de uma compatível e número de células suficiente, é possível realizar o transplante dessas células progenitoras em adultos. 

Por quanto tempo as células tronco do sangue do cordão umbilical podem ficar armazenadas? 

O processo de armazenamento de células tronco se faz em nitrogênio líquido, sendo esse processo denominado criogênese. 
Até o momento, a mais antiga amostra de células tronco de sangue do cordão descongelada tinha 15 anos e estava intacta. Outros tipos de células humanas preservadas com sucesso por criogênese mantêm-se viáveis por mais de 55 anos, inclusive células tronco. Por isso, em tese, quando processadas corretamente, as células progenitoras podem ficar preservadas por décadas.

Pode-se doar o sangue do cordão umbilical de um bebê para o BrasilCord para uso exclusivo na mesma criança, caso ela precise no futuro? 

O BrasilCord foi criado para ser um banco público, sendo assim todo paciente que precisar, se houver compatibilidade, poderá usar o material doado. A probabilidade de uma pessoa precisa das próprias células durante seus primeiros 20 anos - período em que se admite que as células congeladas se mantenham viáveis - é de apenas 1 em 20 mil, pois uma de suas principais utilizações é no tratamento da leucemia. 
Nesses casos, o transplante de sangue de cordão do próprio indivíduo é contra-indicado, já que o transplante alogênico (de terceiros) apresenta melhores resultados. Outra limitação é a quantidade de células obtidas de um único cordão pode servir para o tratamento de pacientes com, no máximo, 60 kg. Por meio dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso.

Quanto custa a coleta e o armazenamento do sangue do cordão?

A coleta e armazenamento de cada unidade custa em torno de U$ 3.000 para o SUS. Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical vindas de centros internacionais fica em US$ 32 mil.

Existem bancos semelhantes no exterior? 

No exterior existem mais de cem bancos, com mais de 130 mil unidades de cordão congeladas. 

Por que doar o sangue do cordão umbilical?

Ao doar o sangue do cordão umbilical, você ajuda a salvar a vida das pessoas que ano a ano precisam de um transplante de medula e não encontram doador compatível.


 Transplante Haploidêntico 

  Transplante de Medula Óssea haploidêntico NK alorreativo em pacientes com leucemia mielóide aguda – Agosto de 2006

 Efeitos Tardios do Transplante de Medula Óssea – Abril de 2006

RIR É UM BOM REMÉDIO
REVELAÇÃO BOMBÁSTICA
.
Estudos europeus revelaram os efeitos das bebidas.
Existem as evidências de que:
- Vodka + Gelo = “rebenta” os rins!
- Rum + Gelo = “rebenta” o fígado!
- Whisky + Gelo = “rebenta” o coração!
- Gin + Gelo = arrebenta o cérebro!
- Coca-Cola + Gelo = “rebenta” o estômago!
Pelo que parece é esse filho da mãe do Gelo é que “rebenta” com tudo !!!!!! Estou tomando uma antipatia de Gelo que vcs nem imaginam …eu que pensava que ele era inofensivo !!!!
.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------DOE MEDULA ÓSSEA E SALVE UMA VIDA!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LEUCEMIA 0


                  Verás simplesmente o que simplesmente recebestes,
e distribuirás fartamente o que simplesmente tens na vida:a própria vida!

Leucemia

 
Flavia Virginia de Mello Mendes 

Olá, meu nome é Flávia e essa da foto é minha irmã Mayra no dia seguinte que doou sua medula para um paciente não-aparentado.

Como podem ver ela está tão saudável quanto no dia que saiu de casa. Isso significa que toda a dúvida que possa existir no momento de ser ou não um possível doador, cai por terra com esse sorriso de saúde que vocês vêem.

Vamos doar, participar, dar vida pra quem precisa. Dê uma chance para a vida, só depende de você!

Grande beijo a todos e muita força!

Depoimento escrito por Flávia, postado em janeiro de 2011


Flavia Virginia de Mello Mendes                                                                                                             ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TIPOS DE TUMORES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
  
Leucemia
Para compreender melhor a leucemia necessitamos entender como o sangue é originado.
O sangue é composto por plasma, glóbulos vermelhos, plaquetas e os glóbulos brancos.
                
                         
Os glóbulos vermelhos ou HEMÁCIAS: são responsáveis em  carregar a hemoblobina,  que transporta o oxigênio dos pulmões para os tecidos , retiradando o dióxido de carbono (CO2 )dos tecidos, para serem eliminados nos pulmões (troca gasosa).
Glóbulos brancos: São responsáveis em defender o organismo contra agente infecciosos (vírus, bactérias) e outras substâncias estranhas. Neste grupo há cinco tipos diferentes de leucócitos:neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos  e linfócitos.
Plaquetas:são fragmentos de grandes células (megacariócitos) que compõem o sistema de coagulação do sangue responsável pela formação da rolha plaquetária, agindo na prevenção de hemorragias (hemostasia). 
Formação do sangue
Como se formam as células do sangue?
     O processo de formação e desenvolvimento das células sanguíneas é denominado Hematopoese.
    Após o nascimento, a hematopoese  ocorre na medula óssea , onde estão  presentes  as células-tronco. Mediante a ação das interleucinas (L1 a  L15), ocorre a diferenciação das células-tronco nas formas mais maduras, dando origem às células do sangue periférico.
Lembrete:
A leucemia é uma doença que acomete o processo de formação das células sanguíneas, criando células defeituosas e que se multiplicam. Podem ser distinguidas em 4 tipos diferentes, Dependendo do tipo de linhagem acometida, se linfoide ou mieloide, e em que fase do processo de maturação destas células, o processo ocorreu.
 
Hematopoese normal
 
Leucemias
As leucemias podem ser:
                       
As Leucemias Agudas: São caracterizadas por início agudo, com o aparecimento de blastos. Os blastos são  células imaturas  neoplásicas (não tem função de defesa, apenas se proliferam).Para o diagnóstico é necessário a presença de mais de 25% de blastos na medula óssea.
Os blastos  podem ser distinguidos de duas origens  diferentes: linhagem linfóide ou linhagem mielóide (figura a seguir).
  
As Leucemias Crônicas são definidas por proliferação desordenada de elementos maduros e que são relativamente capazes de exercer suas funções normais.  A progressão da doença é mais lenta do que as formas agudas.
Nas leucemias Crônicas  as células tem características muito semelhantes às células maduras, podendo sofrer agudização. Além disso, estas células tem um tempo de vida maior e se multiplicam em maior velocidade, de modo que ultrapassam em números, a quantidade das células normais.
Linfocítica Crônica: Há o acúmulo de células B ou T derivadas, que parecem maduras, mas não são normais e por isso não conseguem combater as infecções. Freqüentemente ocorre com as células B-derivadas. Esse tipo de leucemia não ocorre em crianças ou nos adolescentes.
Mielóide Crônica: Quando há acúmulo de células maduras granulocíticas, que não possuem funções normais e se proliferam mais do que as células normais.Podem sofrer agudização. É frequente nesta doença a presença do cromossomo Philadélfia).
Incidência dos diferentes tipos de leucemia na criança e no adolescente
 
Leucemia linfóide aguda
A LLA é a forma mais incidente em crianças e adolescentes,  abrangendo de 75-80% de todas as leucemias .Representa  em torno de 25-30% de todas as neoplasias em crianças. Sua origem é nas células progenitoras linfocíticas (que dão origem aos linfocitos B ou T),com a acentuada proliferação de células imaturas chamadas de linfoblastos. A maior prevalência é em crianças com faixa etária de 3 a 5 anos de idade, brancas e um discreto aumento no sexo masculino (1,2:1).
Com a melhora do diagnóstico e do tratamento, observa-se  melhora da taxa de sobrevida quando a criança é tratada em Centros especializados.Nestes, obrigatoriamente devem ser realizados os exames citológicos, citoquímicos, de imunofenotipagem, de genética, de biologia molecular, da Doença Residual Mínima, exames estes fundamentais para o diagnóstico e controle da terapia.  No Brasil, a taxa de sobrevida destes pacientes foi de 20%, nos anos 80 para 70% nos anos 90.
LLA
Lembrete:
Leucemias linfocíticas agudas:
São caracterizadas pelos linfoblastos. Estes se originam das células
B ou T (que são as células brancas, responsáveis  pelo Produção dos anticorpos que combatem as infecções)
LLA- Classificação morfológica
Dentre as leucemias linfóides agudas, existem subclassificações baseadas na morfologia das células (Classificação FAB):
Blastos L1- Células pequenas, homogêneas, cromatina frouxa, nucléolo pequeno e citoplasma excasso.
                                    
Blastos L2: as células são grandes e heterogêneas, cromatina frouxa , nucléolo proeminente e citoplasma pouco mais abundante.
                                   
Blastos L3: São células grandes, com cromatina mais granular, um ou mais nucléolos proeminentes, citoplasma  abundante, basofílico e contendo vários vacúolos.
Sintomas da LLA
- Os sintomas estão relacionados à proliferação aumentada dos blastos na medula óssea e com a diminuição da produção das células normais. A diminuição das células sanguíneas pode ser manifesta por:
- Anemia e fraqueza (quantidade  baixa da hemoglobina/globulos vermelhos);
- Plaquetopenia (quantidade diminuida das plaquetas ), podendo ser observados hematomas e sangramentos;
- Febre intermitente, com períodos prolongados sem febre. Pela quantidade diminuida dos neutrófilos, o organismo fica suscetível a  infecções. Portanto, qualquer intensificação ou mudança dos picos febris, sugere infecção associada;
- Dor óssea;
- Dor abdominal, devido ao aumento do baço ou infiltração dos gânglios abdominais;
- Adenomegalia, provocada pelo aumento dos gânglios linfáticos;
É importante ressaltar que estes sintomas se assemelham a sintomas comuns a outras doenças da infância.
Exames a serem realizados na LLA
- Hemograma
- Mielograma
- Imunofenotipagem
- Citoquímicas
- Citogenética
- Doença residual mínima (DRS)
- Liquor
Tratamento da LLA
- O tratamento deve ser sempre realizado em Centros especializados, que garantam na mesma estrutura a quimioterapia ambulatorial, os leitos para as internações quando necessárias, a estrutura laboratorial e de imagem, a radioterapia e cirurgia.
- Além disso, oferta do suporte necessário ao combate às infecções,uso de transfusões, nutrição e suporte psicosocial, que traduzem a atenção multiprofissional a estes doentes. O tratamento se baseia na poliquimioterapia.
- A poliquimioterapia é composta por combinações de medicações quimioterápicas ,de uso endovenoso, oral e intratecal, administradas de acordo com os diferentes Protocolos. 
- A SOBOPE desenvolve protocolos nacionais, baseados em vários estudos internacionais, com resultados de cura comparáveis àqueles dos grandes grupos internacionais. Para saber melhor qual protocolo está sendo utilizado, pergunte ao seu médico.
- O Transplante de medula óssea tem indicações em situações específicas. Para maiores informações, pergunte ao seu médico.
LLA
As chances de cura das crianças e adolescentes com LLA são aproximadamente de 80% , graças aos estudos realizados pelo Grupo Brasileiro para Tratamento da Leucemia Linfóide na Infância (GBTLI).-----------------------------------------------seja um doador procure um hemocentro mais proximo de sua casa e cadastre-se.  DOE VIDA DOE MEDULA ÓSSEA.............

domingo, 4 de setembro de 2011

Os guerreiros da luz

“Os guerreiros da luz mantém o brilho nos olhos.
Estão no mundo, fazem parte da vida de outras pessoas. Começaram sua jornada sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem certo.
Os guerreiros da luz sofrem por coisas inúteis, tem atitudes mesquinhas, e às vezes se julgam incapazes de crescer.
Frequentemente acreditam-se indignos de qualquer benção ou milagre.
Os guerreiros da luz nem sempre têm certeza do que estão fazendo aqui. Muitas vezes passam noites em claro, achando que suas vidas não têm sentido.
Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque se peguntam. Porque procuram uma razão – e com certeza vão encontrá-la.”
Paulo Coelho
                             

Dayanne dos Santos Nunes 

Bom é um pouco difícil reviver toda essa história, mas vou relatar pra todos tudo que eu passei. Em 02 de novembro de 2009, eu descobri que tinha leucemia mileoide aguda m3, descobri através de umas manchas que apareceu no meu corpo.

Fui para o hospital e fiz um hemograma e deu plaqueta baixa e leucócitos muito alterado, então o médico me encaminhou para um hematologista. O médico fez o exame da medula óssea e ele me deu a triste noticia que eu estava com leucemia. Naquele momento meu mundo desabou, foi uma tristeza imensa, mas a minha família me deu muito apoio, isso que me deu força para lutar de encarar a doença.

Fiz quimioterapia, meu cabelo caiu e fiquei muito triste. As pessoas me falavam não fica assim, seu cabelo vai nascer de novo, agente sabe disso, mas nunca é fácil encarar, mas já está nascendo. Não foi fácil, achei que não iria conseguir, mas passei por tantas coisas. Perdi pessoas que conheci e fiz amizade no hospital, mas hoje graças a Deus estou aqui passando a minha história pra vocês nunca desistirem, porque maior que Deus não há, é só ter fé que tudo vai dar certo e se for da vontade dele paciência.

Meu email daynne_nunes@hotmail.com para quem quiser conversar comigo é só me add.

Depoimento escrito por Dayanne, postado em julho de 2011

CURA DE GAROTO DE LEUCEMIA EM GAROTO ESCOCÊS INTRIGA MEDICOS
Família planejava a última viagem com Jordan Harden, de 3 anos, quando exame revelou que a doença desaparecera completamente.
Da BBC
  

Após lutar contra a leucemia ao longo de dois dos seus três anos de vida, Jordan Harden não parecia mais responder ao tratamento. Os médicos então jogaram a toalha e lhe deram algumas semanas de vida.
Moradores de Wishaw, no sul da Escócia, os pais do garoto, Gary e Claire, resolveram levá-lo à Disney em Paris, para que Jordan aproveitasse os seus últimos dias. Pouco antes de partirem, porém, receberam uma ligação do hospital e ouviram uma notícia que os deixou entre eufóricos e perplexos: o último exame do garoto revelava que a doença havia desaparecido completamente.
Hoje, 18 meses depoi, Jordan frequenta a escola e leva uma vida normal, como a de qualquer outro garoto saudável de 5 anos de idade.
Claire e Jordan Harden.Claire e Jordan Harden. (Foto: BBC)
A história, narrada em setembro de 2010 no jornal britânico "Daily Mail", intrigou médicos e jogou luz sobre os misteriosos motivos que podem fazer com que um câncer desapareça a partir da reação do sistema imunológico do próprio doente.
Regressão espontânea
Em entrevista à BBC Brasil, Jacques Tabacof, diretor do Centro Paulista de Oncologia, diz que casos como o do garoto escocês são extremamente raros, principalmente se levado em conta o tipo de câncer que o acometia. Jordan tinha leucemia linfoide aguda, câncer caracterizado pela produção maligna de linfócitos (glóbulos brancos) na medula óssea.
No entanto, Tabacof diz que em outros tipos da doença, como os linfomas (cânceres do sistema linfático) de evolução mais lenta, pode haver regressão espontânea dos tumores em até 20% dos casos.
"Como esses tumores geralmente ocorrem em pessoas mais velhas, que muitas vezes já têm outras doenças, podemos não recomendar a quimioterapia imediatamente. Vamos então monitorando o paciente, já que o tumor pode regredir."
Mas Tabacof também já acompanhou casos mais surpreendentes de regressão espontânea, como o de uma paciente que sofria de um linfoma de pele. A doença, conta o médico, provocava coceiras tão intensas que ela pensava em se matar.
"Ela passou por muitos tratamentos, sem resultados consistentes. Até que teve uma melhora que não podia ser atribuída a nenhum tratamento e acabou se curando."
Imunoterapia
"Ninguém sabe bem por que e como esses casos ocorrem", diz à BBC Brasil Caetano Reis e Sousa, pesquisador do centro de estudos britânico Cancer Research UK. No entanto, diz ele, histórias como a de Jordan indicam que existe a possibilidade de criar tratamentos contra o câncer estimulando reações imunológicas nos doentes.
A imunoterapia, como foi batizada a técnica que segue essa premissa, é um dos campos de pesquisa de Reis e Sousa. Ele conta que um método atualmente em fase de testes consiste em gerar infecções intencionais para acionar a defesa natural do corpo.
Por meio dessa técnica, bactérias são conectadas a células cancerosas do paciente em laboratório, no intuito de sinalizá-las como inimigas para o sistema imunológico.
Normalmente, nossa autodefesa detecta e destrói células anormais. O câncer surge quando essas células, por serem bastante semelhantes às normais, passam despercebidas pelo sistema.
Espera-se que em breve os testes ocorram em pessoas.
Anticorpos de laboratório
Enquanto isso, segundo Tabacof, já há um método de imunoterapia adotado em larga escala mundialmente - inclusive no Brasil.
Ele consiste em aplicar no paciente anticorpos fabricados em laboratório e costuma ser usado paralelamente a outros métodos, como a quimioterapia. O médico diz que a modalidade apresenta bons resultados principalmente contra linfomas e cânceres de mama, intestino e pulmão.
Em comparação com a radio e a quimioterapia, o método provoca efeitos colaterais menos intensos e combate a doença de maneira mais específica.
Enquanto os pesquisadores tentam desvendar os mecanismos por trás de regressões espontâneas como a do garoto Jordan, a imunoterapia vai ganhando espaço e desponta como uma das frentes mais promissoras nos estudos sobre a cura do câncer--.
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