quinta-feira, 29 de setembro de 2011

vitalle: LEUCEMIA 0 ENDEREÇOS DE DOAÇÃO PLAQUETAS

 
Doação de plaquetas

O sangue é responsável pelo transporte de substâncias vitais para todos os
órgãos do corpo. O mais importante é o oxigênio, carregado pela hemoglobina.
O sangue é composto de plasma, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e
plaquetas.

A função das plaquetas

As plaquetas são componentes do sangue fabricados pela medula óssea
responsáveis pela coagulação, ou seja, têm como principal função coibir os
sangramentos. O paciente que não produz plaquetas devido a uma doença da
medula óssea, ou ao uso de medicações que inibam sua produção, ou
desenvolvam alguma doença em que o funcionamento das plaquetas é precário
corre risco de hemorragia, que pode levar à morte se não for feita uma
transfusão plaquetária.
A plaquetopenia é o resultado de uma produção ineficaz de plaquetas, que
pode ser conseqüência do tratamento quimioterápico ou do transplante de
medula óssea. Por não possuírem plaquetas, esses pacientes podem apresentar
sérios sangramentos e, por isso, precisam receber transfusões freqüentes de
plaquetas até que o organismo se recupere do tratamento e passe a produzir
suas próprias células coagulantes.

A doação de plaquetas

Há duas formas de coleta de plaquetas: a coleta habitual e a coleta por
aférese.

Na coleta habitual, é retirada uma quantidade padrão de sangue: cerca de
450ml. Após a coleta, a bolsa de sangue é encaminhada para o fracionamento,
onde é separada em 4 componentes: concentrado de hemácias, plasma, plaquetas
e crioprecipitado (fatores de coagulação). As plaquetas são armazenadas a
uma temperatura de 20 a 24 °C, sob agitação constante por 3 a 5 dias.

A aférese (palavra grega que significa separação) é o processo que permite
separar plaquetas do sangue. Através dele o sangue retirado da veia de um
braço passa por um equipamento especial que retém cuidadosamente parte das
plaquetas para ser devolvido, em seguida, à veia do mesmo braço. O doador
senta em uma cadeira ao lado de um aparelho de separação de sangue. Após a
introdução da agulha, seu sangue começa a passar, por meio de um tubo
plástico, para a máquina, que separa seus componentes por centrifugação e
coleta só as plaquetas. Durante a aférese, passam por esse circuito de 4.000
a 5.000ml de sangue, ou seja, mais da metade do total de sangue do corpo.
Cerca de 30 mil plaquetas são coletadas nesse processo. Ao mesmo tempo, o
sangue que sobra, glóbulos vermelhos e plasma, retorna ao corpo do doador. O
processo leva, em média, de 1 a 2 horas.
O concentrado de plaquetas coletado pode ser mantido em estoque, no máximo,
por cinco dias. Embora a medula óssea do doador faça a reposição das
plaquetas em 72 horas, o agendamento para a doação de plaquetas de uma mesma
pessoa acontece com um intervalo de duas semanas. A doação de plaquetas por
aférese é segura, não oferece risco ao doador, pois todo o material é
estéril, individualizado e descartável. Os efeitos adversos são raros e,
quando ocorrem, são reportados como sensação de "friagem", tremor,
hipotensão ou ansiedade.
A vantagem da aférese é que o volume coletado por esse processo é maior,
beneficiando um maior número de receptores e tornando a procura por doadores
menos exaustiva aos bancos de sangue.

Requisitos para a doação de plaquetas

1) Boas condições de saúde
2) Idade: entre 18 e 60 anos
3) Peso mínimo 50kg
4) Evitar alimentação gordurosa e bebida alcoólica, pelo menos até 12h
antes da doação. Não é necessário jejum
5) Sono: no mínimo 6 horas antes da doação
6) Apresentar RG ou documento equivalente
7) Medicamentos: evitar uso de antiinflamatórios (ácido acetil salicílico,
diclofenaco)
8) Disponibilidade de horário na data da doação e telefone para contato
9) Contagem de plaquetas antes de a doação ser efetuada.
 
Relação de Hemocentros
[Centro-Oeste] [Nordeste] [Norte] [Sudeste] [Sul]
Centro-Oeste

Distrito Federal

HEMODF - Fundação Hemocentro de Brasília
SMHN,Quadra 3 - Conj. A Bloco 3
Setor Médico Hospitalar Norte - Brasília - DF
CEP: 70710-100

Goiás

HEMOGO - Hemocentro de Goiás
Avenida Anhanguera, 5195
Setor Coimbra - Goiânia - GO
CEP: 74535-010

Mato Grosso

HEMOMAT - Hemocentro do Mato Grosso
Rua 13 de Junho, 1055
Porto - Cuiabá - MT
CEP: 78005-100

Mato Grosso do Sul

HEMOSUL - Hemocentro do Mato Grosso do Sul
Avenida Fernando Correia da Costa, 1304
Centro - Campo Grande - MS
CEP: 70004-310

Nordeste

Bahia

Hemocentro da Bahia
Avenida Vasco da Gama,s/n - Complexo HGE/CIC
Engenho Velho de Brotas - Salvador - BA
CEP: 40240-090

Ceará

HEMOCE / CRATO - Hemocentro do Ceará
Rua Coronel Antonio Luis, 1111
Crato - CE
CEP: 63100-000

HEMOCE / SOBRAL - Hemocentro do Ceará
Rua Jânio Quadros, s/n
Santa Casa - Sobral - CE
CEP: 62100-000

Hemocentro do Ceará
Avenida José Bastos, 3390
Rodolfo Teófil - Fortaleza - CE
CEP: 60436-160

Paraíba

Hemocentro de Campina Grande
Campina Grande
Hemonúcleo de Piancó
Ouro Branco
Hemonúcleo de Monteiro
Monteiro (PB)
Hemonúcleo de Picuí
Picuí (PB)
Hemonúcleo de Patos
Patos (PB)
Hemonúcleo de Itaporanga
Itaporanga (PB)
Hemonúcleo de Cajazeiras
Cajazeiras (PB)
Hemonúcleo de Guarabira
Guarabira (PB)
Hemonúcleo de Catolé do Rocha
Catolé do Rocha PB
Hemonúcleo de Princesa Isabel
Princesa Isabel
Hemonúcleo de Sousa
Sousa (PB)


HEMOIBA - Hemocentro da Paraíba
Avenida Dom Pedro II, 1119
João Pessoa - PB
CEP: 58040-013

Pernambuco

Hemocentro de Pernambuco
Avenida Rui Barbosa, 375
Graças - Recife - PE
CEP: 52011-000

Alagoas

HEMOAL - Hemocentro de Alagoas
Avenida Dr. Jorge de Lima, 58
Trapiche da Barra - Maceió - AL
CEP: 57010-300

Maranhão

HEMOMAR - Hemocentro do Maranhão
Rua 5 de Janeiro, s/n
Jordoa - São Luís - MA
CEP: 65040-450

Sergipe

HEMOSE - Hemocentro de Segipe
Avenida Avenida Presidente Tancredo Neves, s/n
América / Novo Paraíso - Aracaju - SE
CEP: 49080-470

Norte

Acre

HEMOACRE - Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre
Avenida Getúlio Vargas, 2787
Via Ivonete - Rio Branco - AC
CEP: 69914-500

Amapá

HEMOAP - Hemocentro do Amapá
Avenida Raimundo Alvares da Costa, s/n
Laguinho / Jesus de Nazaré - Macapá - AP
CEP: 68908-170

Amazonas

HEMOAM - Hemocentro do Amazonas
Av. Constantino Nery, 4397
CEP: 69050-002
Chapada - Manaus - AM
Fone: 92-3655-0100/ 0166/ 0800-285-0220
Fax: 3656-2066
Site: www.hemoam.org.br

Pará

HEMOPA - Hemocentro do Pará
Travessa Pe. Eutíquio, 2109
Batista Campos - Belém - PA
CEP: 66033-000

Rondônia

HEMERON - Centro dHemoterapia e Hematologia de Rondônia
Avenida Circular II, s/n
Bairro Industrial (Ao lado do Hospital de Base) - Porto Velho - RO
CEP: 78900-970

Roraima

HEMORAIMA - Hemocentro de Roraima
Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n
Novo Planalto - Boa Vista - RR
CEP: 69301-380

Tocantins

HEMOTO - Hemocentro de Tocantins
Praça Dos Girassois, s/n
Palmas - TO
CEP: 77003-902

Sudeste

Minas Gerais


Fundação HEMOMINAS
Alameda Ezequiel Dias, 321
Santa Efigênia - Belo Horizonte - MG
CEP: 30130-110

Rio de Janeiro

HEMORIO - Hemocentro do Rio de Janeiro
Rua Frei Caneca, 8 - sala: 310
Centro - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20211-030

São Paulo

ASCS - Hospital Santa Clara (Hemocentro)
Alameda Paulista,200 - 1º andar/Bloco C
São Paulo - SP
CEP: 01310-010

Banco de Sangue de São Paulo - Hospital A. C. Camargo

Rua Antonio Prudente, 211
Liberdade - São Paulo - SP
CEP: 01509-010
Telefone: (11) 2189-5122

Banco de Sangue da Santa Casa
Rua Marques de Itu, 579
V. Buarque - São Paulo - SP
CEP: 01223-001

Banco de Sangue de São Paulo
Avenida Dr. Cardoso de Melo, 1340 - CJ. 141/42
Vila Olimpia - São Paulo - SP
CEP: 04842-005

Banco de Sangue do Hospital Albert Einstein
Avenida Albert Einstein, 627 - 4º andar
Morumbi - São Paulo - SP
CEP: 05651-901

Banco de Sangue do Hospital Cruz Azul
Avenida Lins de Vasconcelos, 356
Cambuci - Cidade: São Paulo - SP
CEP: 01538-000

Banco de Sangue do Hospital do Coração
Rua Abílio Soares, 176
Paraíso - São Paulo - SP
CEP: 04005-000
Telefone: (11) 3053-6537

Banco de Sangue do Hospital Panamericano
Rua Vitorino de Carvalho, 78
Alto de Pinheiros - São Paulo - SP
CEP: 05447-140

Banco de Sangue do Hospital Paulistano
Rua Martiniano de Carvalho, 741
Bela Vista - São Paulo - SP
CEP: 01321-001
Banco de Sangue de São Paulo - Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos
Rua Borges Lagoa, 1450
Vila Clementino - São Paulo - SP
CEP: 04038-905

Telefone: (11) 5080-4435

Banco de Sangue do Hospital Samaritano
Rua Cons. Brotero, 1468 - 4º andar
Santa Cecília - São Paulo - SP
CEP: 01232-910

Banco de Sangue do Hospital Santa Marcelina
Rua Santa Marcelina, 177 - 2º andar
Vila Carmosina - São Paulo - SP
CEP: 08270-010

Banco de Sangue do Hospital Sorocabana
Rua Faustolo, 1633
Bairro: Lapa - São Paulo - SP
CEP: 05041-001

Banco de Sangue Inter Hospital Pari
Rua Hannemann, 263
Canindé - São Paulo - SP
CEP: 03031-040

Banco de Sangue Real Benemérita Sociedade Portuguesa de São Paulo
Rua Maestro Cardim, 769 - 1º andar/Bloco 1
Liberdade - São Paulo - SP
CEP: 01323-001

Centro de Hematologia de São Paulo
Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 2533
Jardim Paulista - São Paulo – SP
CEP: 01401-000

HEMOCAMP - Hemocentro da UNICAMP
Cidade Universitária Prof. Zeferino Vaz, s/n
Campus UNICAMP - Campinas - SP
CEP: 13081-970

Hemocentro de Botucatu
Rua Costa Leite, 1010
Centro (Ao lado da Santa Casa de Misericórdia) - Botucatu - SP
Tel.: (14) 6824.8004
E-mail: hemocentro@fmb.unesp.br

Hemocentro de Ribeirão Preto
Rua Tenente Catão Roxo, 2501
Ribeirão Preto - SP
CEP: 14051-140

Hemocentro de São Paulo - Fundação Pró-Sangue - Hospital das Clínicas (Prédio dos Ambulatórios)
Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 - 1º andar
Pinheiros - São Paulo - SP
CEP: 05403-000

Hospital Dom Silvério Gomes Pimenta (Hemocentro)
Alameda Voluntários da Pátria, 3693 - 1º andar
Santana - São Paulo - SP
CEP: 02401-300

Instituto Bandeirante de Hemoterapia
Avenida Cons. Rodrigues Alves, 325
Vila Mariana - São Paulo - SP
CEP: 04014-011
Espírito Santo
É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.
HEMOES - Hemocentro do Espírito Santo
Avenida Marechal Campos, 1468
Maruipe - Vitória - ES
CEP: 29001-730

Sul

Paraná


HEMEPAR - Hemocentro do Paraná
Travessa João Prosdócimo, 145
Centro - Curitiba - PR
CEP: 80060-220

Santa Catarina

Hemocentro de Santa Catarina
Avenida Othon Gama D'eca, 756 - Pça. Dom Pedro I
Centro - Florianópolis - SC
CEP: 88015-240

Rio Grande do Sul

Hemocentro de Caxias do Sul
Rua Ernesto Alves, 2260
Lurdes / São Pelegrino - Caxias do Sul - RS
CEP: 95020-360
Tel.: (54) 214.2223

HEMORGS - Hemocentro do Rio Grande do Sul
Avenida Bento Gonçalves, 3722
Partenon - Porto Alegre - RS
CEP: 90650-001
Tel.: (51) 336.6755
                                                    -------------------------------------------É  PRECISO FORÇA!!!!
É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar em pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.
É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver...

domingo, 25 de setembro de 2011

LEUCEMIA 0 LINFOMA


Linfomas

Dr. Jacques Tabacof é médico hematologista. Especialista no tratamento de leucemia e linfomas, trabalha no Hospital Sírio-Libanês e no Hospital Albert Einstein.
Muitos de nós já tivemos uma íngua, especialmente quando éramos crianças. Um ferimento no pé fez aparecer um inchaço na virilha que desapareceu quando o problema foi controlado.
Na verdade, íngua é o nome popular de linfonodo ou gânglio linfático e faz parte do sistema de defesa do organismo.
Os gânglios são formados basicamente por glóbulos brancos que procuram defender a área na qual se localizam da ação deletéria de certos agentes externos. Os mais conhecidos, aqueles que podemos sentir pela apalpação quando aumentam de volume, estão situados no pescoço, nas axilas e na região inguinal, mas esses não são os únicos. Há gânglios distribuídos estrategicamente em órgãos pelo organismo inteiro.
Na imagem 1 , por exemplo, um corte longitudinal permite ver além do coração, que está um pouco empurrado para a esquerda, o esôfago, o diafragma, o estômago e uma rede  de pequenas estruturas que acompanham esses órgãos. São os gânglios. Como registra a imagem 2, essa rede se espalha pelo corpo todo.
Vamos agora focalizar um órgão separadamente para demonstrar quão extensa é a cadeia ganglionar. Na parte superior da imagem 3, aparece o fígado, a maior glândula do corpo humano, com funções metabólicas, entre elas a secreção da bile que fica armazenada na vesícula biliar de onde é lançada para o duodeno através do ducto colédoco. A imagem mostra também o estômago e uma enorme quantidade de pequenos gânglios. Como pelo estômago e pelo intestino podem entrar bactérias, a função desses linfonodos é defender toda a área de possíveis agressões vindas do ambiente externo.
A imagem 4 mostra os gânglios existentes nas regiões do períneo e os inguinais (aqueles que enfartam quando as crianças se machucam). A imagem 5 permite ver o grande número linfonodos localizados nas axilas e em volta do cotovelo. Todas essas estruturas funcionam como verdadeiros quartéis avançados que se espalham pelo organismo a fim de defendê-lo da ação de agentes estranhos.
Em geral, os gânglios aumentam de tamanho quando atingidos por algum processo infeccioso. Em situações especiais, porém, eles podem crescer pela multiplicação desordenada dos glóbulos brancos existentes em seu interior. Essa proliferação anormal de linfócitos pode resultar no aparecimento dos linfomas, um tipo de câncer do sistema linfático.
DIFERENÇA ENTRE GÂNGLIO INFLAMATÓRIO E LINFOMA

Drauzio – 
O que diferencia o linfoma, ou seja, uma proliferação desordenada dos glóbulos brancos situados nos gânglios, de uma reação infecciosa banal?
Jacques Tabacof – Os gânglios linfáticos, ou linfonodos, estão espalhados pelo corpo inteiro em posições estratégicas para defendê-lo dos agentes agressores. Por exemplo, um corte na mão pode provocar o aparecimento de uma íngua na região axilar, porque agentes externos, por exemplo as bactérias, despertam o sistema imunológico que se arma para combater o inimigo. Ele detecta o invasor indesejável e provoca uma reação inflamatória que aumenta o tamanho do gânglio e deixa a região quente, avermelhada e dolorida. Debelada a infecção, esses sintomas regridem e a pessoa se recupera. Se for uma infecção viral, os gânglios podem aparecer em diversas áreas do corpo, tais como as regiões inguinal, maxilar e cervical.
Nos linfomas, a perda desse controle na multiplicação das células, dessa interação perfeita entre os vários componentes do sistema linfático faz com que o linfócito, principal elemento do linfonodo, sofra mutação nos seus genes e comece a proliferar desordenadamente em progressão geométrica. Um linfócito gera dois, que geram quatro, oito, dezesseis e assim sucessivamente até formar uma geração de clones, ou seja, de linfócitos anormais que não mais respeitam as sinalizações do organismo para pararem de reproduzir-se, o que pode evoluir para o acometimento patológico de outros órgãos.
Portanto, a diferença entre um gânglio inflamatório e um linfoma, ou câncer linfático, está na proliferação anormal e descontrolada de glóbulos brancos que ocorre neste último caso.
Drauzio – Quer dizer que, no caso de uma inflamação, as células se multiplicam até um certo ponto e param de crescer, enquanto nos linfomas perdem o controle sobre sua multiplicação. Todo gânglio que cresce é perigoso? Quais as características principais de um gânglio inflamatório e de um linfoma?
Jacques Tabacof – Os gânglios das infecções bacterianas, por exemplo, das amidalites ou das infecções dentárias, aparecem na região do pescoço, próximos ao local em que está instalada a infecção. É fácil localizá-los. São dolorosos e a área ao redor fica quente e avermelhada. Gânglios com linfomas, isto é, com câncer, em geral não doem, não deixam quente a área em volta e não se identifica nenhum foco infeccioso nas proximidades. Eles não desaparecem com o tempo, ao contrário, crescem com o passar das semanas.
Felizmente, na maior parte das vezes em que se detecta um gânglio aumentado, trata-se de um quadro infeccioso e não de câncer.
É comum examinar o pescoço ou a axila de uma pessoa e perguntar se o gânglio encontrado é residual de uma infecção que já passou ou se é um linfoma. É só avaliando todo o conjunto de sintomas que se pode definir a necessidade de prosseguir o procedimento para diagnóstico a fim de determinar exatamente o tipo de doença em questão.
Drauzio – O gânglio do linfoma é normalmente mais endurecido, não dói e não tem relação nenhuma com infecções. Às vezes, cresce rápido e, às vezes, lentamente. O que explica essa diferença?
Jacques Tabacof – Na verdade, quando se fala em linfoma, estamos nos referindo a um grupo de doenças bastante complexo. Ao longo de décadas, apareceram vários sistemas de classificação dessa doença. Para dar uma idéia, o último estudo realizado pela OMS permitiu identificar e numerar mais de trinta tipos diferentes de linfomas. Dependendo do tipo de lesão genética ou da alteração que o linfócito sofreu, haverá uma doença com características bastante diferentes.
Para simplificar, clinicamente podemos definir três tipos de linfomas:
  1. os linfomas não Hodgins de baixo grau crescem extremamente devagar, ou seja, dobram de tamanho em seis meses, um ano;
  2. os linfomas de alto grau são de crescimento rápido e dobram de tamanho em dois ou três dias;
  3. os linfomas de grau intermediário dobram de tamanho em um  mês, um mês e pouquinho.
Obs: Quando se examina um paciente e se levanta sua história, determinar a velocidade de crescimento dos gânglios ajuda a classificar o tipo de linfoma.
POSSÍVEIS CAUSAS DOS LINFOMAS
Drauzio – Como e por que aparecem os linfomas?
Jacques Tabacof – Acreditamos que parte dos linfomas esteja associada a infecções crônicas. Por exemplo, existe um tipo específico de linfoma da mucosa do estômago, o chamado linfoma MALT, em que a proliferação dos linfócitos em vez de começar pelos gânglios linfáticos, começa na mucosa estomacal e está relacionado com a infecção pela bactéria Helicobacter pylori. Essa infecção crônica produz uma reação inflamatória com multiplicação de vários linfócitos. Em algum momento, a predominância ou a mutação de um deles pode dar origem a um câncer.
Drauzio – Muita gente está infectada por essa bactéria, mas são poucos os casos em que ela é considerada a causa do linfoma. Existem outros exemplos de linfoma relacionado com infecção ou com outros agentes?
Jacques Tabacof – Existem vários outros exemplos. O vírus de Epstein-Barr está relacionado ao Sarcoma de Kaposi que também pode ser causa de linfoma, assim como acontece com o retrovírus HTLV1.
Certamente, há um grupo de linfomas associados a infecções crônicas. A impressão que se tem é que o estímulo crônico, que chamamos de estimulante antigênico crônico, predispõe ao surgimento de uma mutação e de um clone de células que fogem ao controle do organismo e dão origem aos linfomas.
É possível que, além das infecções, fatores ambientais, como a radiação ionizante e alguns produtos químicos, sejam causa de linfomas. Esse tipo de câncer pode ocorrer também em pacientes imunossuprimidos, tanto nos doentes com Aids, quanto nos que receberam transplante de órgão sólido (fígado, coração, rins, etc.).
No entanto, na maioria dos casos, é impossível identificar o agente causador da doença.

Drauzio – Alguém que  tenha um caso de linfoma na família corre risco maior  de desenvolver a doença|?
Jacques Tabacof – A relação entre um caso e outro é muito pequena. É raro encontrar um acúmulo de casos numa mesma família, embora haja descrições de famílias em que isso acontece. A prevalência familiar do linfoma é muito menos relevante do que a do câncer de mama ou de intestino, por exemplo.
ETAPAS DO DIAGNÓSTICO
Drauzio – Como você age quando apalpa um gânglio aumentado e suspeita que pode ser um linfoma?
Jacques Tabacof – Quando se desconfia de que pode ser um linfoma, o procedimento adequado é pedir uma biópsia que consiste na retirada de um fragmento daquele gânglio ou do tecido onde está localizada a alteração, porque os linfomas podem ocorrer no estômago, na pele, no cérebro. Esse material é analisado por um patologista a fim de verificar se as células são uniformes e muito semelhantes entre si, na verdade clones umas das outras. Para precisar mais ainda o diagnóstico, ele pode fazer colorações especiais usando técnicas imunológicas para definir se foram os linfócitos B ou os linfócitos T que se multiplicaram desordenadamente.
Drauzio – Tudo isso é feito para definir a categoria das células com mais precisão…
Jacques Tabacof – São tantos os tipos de linfoma e a apresentação clínica é tão semelhante que, esmiuçando o diagnóstico, é possível identificar famílias especiais de linfomas. Atualmente, é possível estudar até a expressão gênica das células acometidas.
O levantamento de todos esses dados é importante para entender por que, por exemplo, conseguimos curar com quimioterapia apenas metade dos pacientes com um subtipo de linfoma comum chamado linfoma difuso de grandes células.
Drauzio – Por que você acha que o mesmo tratamento quimioterápico pode produzir resultados tão diferentes?
Jacques Tabacof – Graças ao avanço da biologia molecular, conseguimos esmiuçar o diagnóstico e definir a expressão do gene que está doente. Embora a microscopia indique que dois desses linfomas são iguais, o nível molecular da expressão gênica permite identificar classes novas de linfoma que reagem de modo diferente ao tratamento.
A esperança é, no futuro, conseguir fazer um diagnóstico mais preciso ainda, a fim de desenvolver tratamentos biológicos específicos para pacientes com linfoma difuso das grandes células que não respondem bem à quimioterapia.
Drauzio – Feita a biópsia e as colorações especiais que permitem identificar o tipo de linfoma, qual é o passo seguinte?
Jacques Tabacof – Uma vez confirmado o diagnóstico de linfoma pelo patologista, o passo seguinte é demarcar o estadiamento. O paciente é submetido a uma série de exames de imagem – tomografias, ultrassom, raios X – e a um exame físico minucioso.
Drauzio – Parece que esse exame físico está meio fora de moda atualmente…
Jacques Tabacof – Aliás, o primeiro exame que se faz é o físico; só depois é que são pedidos os exames de imagem. O objetivo do estadiamento é identificar outras áreas que possam ter sido acometidas pelo linfoma.
Por que isso? Como você já explicou, o sistema linfático está distribuído pelo corpo todo, desde o dedão do pé até o cérebro. Ele é o sistema de defesa do organismo. Algumas vezes, dependendo do tipo de linfoma, somos obrigados a examinar o líquor, o estômago, os pulmões e a fazer uma biópsia da medula óssea para verificar se não existe um linfoma dentro dela.
Drauzio – Muita gente confunde medula óssea com medula espinhal. Você poderia estabelecer a diferença entre uma e outra?
Jacques Tabacof – Essa confusão é clássica. A medula óssea fica dentro dos ossos e a medula espinhal faz parte do sistema nervoso e passa pelo interior das vértebras da coluna. Na medula óssea, está a fábrica das células do sangue.
Como se sabe, o sangue é formado por uma parte líquida e por células que correm dentro desse líquido. Os leucócitos, ou glóbulos brancos, encarregados da defesa geral do organismo, os glóbulos vermelhos que transportam o oxigênio, e as plaquetas – elementos que ajudam na coagulação – são fabricados dentro da medula óssea e nada têm a ver com a medula espinhal.
TRATAMENTO
Drauzio – Em que consiste o tratamento dos linfomas?
Jacques Tabacof – Feito o diagnóstico de linfoma, avalia-se o grau de estadiamento. O paciente pode estar no estádio I, isto é, só tem um gânglio no pescoço acometido pela doença, ou estar no estádio IV, com gânglios no pescoço e na virilha, nódulos no fígado e no pulmão, e com a medula óssea comprometida. Qualquer que seja o caso, a base do tratamento é a quimioterapia, complementada em algumas situações pela radioterapia.
A eficácia do tratamento quimioterápico nos linfomas é muito maior do que na maioria dos tumores sólidos, como câncer de mama, de pulmão, de intestino, ou carcinomas das células epiteliais, que são bem diferentes dos linfócitos.
Mesmo no estádio IV da doença, é possível curar um paciente com quimioterapia. Em geral, são utilizados vários grupos de drogas, por isso o tratamento recebe o nome de poliquimioterapia, e seu efeito é uma redução rápida das dimensões dos gânglios linfáticos.
Recentemente, a terapêutica dos linfomas avançou muito com a introdução dos anticorpos monoclonais. Não se trata de ficção científica nem de promessa para o futuro. Esse remédio está na farmácia e existem estudos provando que utilizar esses anticorpos associados à quimioterapia aumenta a probabilidade de cura de alguns tipos da doença.
Drauzio – O que são exatamente anticorpos monoclonais?
Jacques Tabacof – Anticorpos são proteínas do corpo que fazem parte do sistema de defesa. Eles reconhecem agentes externos e são fabricados e dirigidos para combater determinados invasores.
Aplicando a tecnologia da engenharia genética, os anticorpos monoclonais são construídos para atacar especificamente os linfomas, ou seja, os linfócitos que expressam em sua superfície certas moléculas que não estão presentes nos linfócitos normais.
Drauzio – Os anticorpos monoclonais atacam essas estruturas por que as reconhecem como estranhas?
Jacques Tabacof – Não só reconhecem, mas as transformam no alvo de sua ação. Como se fossem mísseis programados, ligam-se à superfície da célula doente para combatê-la.
Atualmente, os anticorpos monoclonais fabricados em laboratório são uma indiscutível realidade terapêutica. Não se trata de quimioterapia, nem de remédio. Trata-se de uma proteína que, associada à quimioterapia e em algumas situações à radioterapia, aumentou muito a possibilidade de curar os linfomas.
Drauzio – Você falou que os linfomas têm comportamentos diversos. Podem ser de baixo grau de agressividade, de alto grau e de média agressividade. O que muda na quimioterapia em cada um desses casos?
Jacques Tabacof - Linfomas de baixo grau de agressividade, de crescimento lento, em geral, ocorrem em pacientes idosos. A literatura médica registra que, numa população de cem pacientes, metade vai sobreviver entre oito e dez anos. Portanto, apesar da doença, pacientes com 70, 75 anos com linfoma de baixo grau têm uma curva de sobrevida bem longa. Por isso, o tratamento costuma ser pouco agressivo. Indica-se uma quimioterapia leve, às vezes com uma só droga por via oral ou apenas o anticorpo monoclonal, que é pouco tóxico. Podem ser prescritos, ainda, tratamentos sequenciais, explorando ao máximo a quimioterapia que apresenta poucos efeitos colaterais. Quando a doença retornar (geralmente retorna depois de alguns anos), aplicam-se outros esquemas de tratamento.
Já os linfomas extremamente agressivos, como o linfoma de Burkitt ou linfoblástico, ocorrem principalmente em pessoas mais jovens, crescem rapidamente e exigem regimes de quimioterapia muito intensos, em altas doses. O tratamento requer, ainda, suporte hospitalar e transfusões de sangue.
Por paradoxal que possa parecer, esses linfomas de alta agressividade são mais facilmente curados do que os de crescimento vagaroso. Para estes, quase nunca se fala em cura. Fala-se em controle. A diferença se explica pelo fato de as células do linfoma agressivo estarem todas proliferando ao mesmo tempo e de a quimioterapia agir melhor sobre elas do que sobre aquelas que se multiplicam lentamente.
IMPACTO DO DIAGNÓSTICO NOS PACIENTES
Drauzio – Quando você identifica um linfoma de alto grau, como as pessoas recebem a notícia de que necessitarão submeter-se a um tratamento agressivo que exige internação hospitalar e pressupõe sofrimento?
Jacques Tabacof – As pessoas passam por várias fases. Quando recebem o diagnóstico, é como se uma nuvem negra pairasse sobre suas cabeças. Parecem não enxergar mais nada. Ficam muito tensas e inseguras com o que lhes vai acontecer, especialmente em razão da enorme quantidade de informações novas que recebem em pouquíssimo tempo. Às vezes, não sentiam nada, foram ao médico para uma consulta de rotina e saíram com a recomendação de que deveriam procurar um oncologista ou um hematologista. Em seguida, descobrem que são portadoras de um câncer do sistema linfático e que precisam ser internadas num hospital para colocar um cateter, porque as veias dos braços não suportarão a quimioterapia que, entre outras coisas, provocará queda de cabelo.
Iniciado o tratamento, porém, o ânimo vai melhorando, principalmente quando começam a observar no corpo o desaparecimento da doença. Depois de algumas semanas, o tratamento passa a fazer parte da rotina em suas vidas. Já conhecem as enfermeiras, o médico e sabem o nome dos remédios. Muitos dos meus pacientes participam ativamente do tratamento. Isso é bem gratificante, sobretudo quando se consegue curá-los.                                                                     Seja doador procure um hemocentro mais próximo de sua casa doe medula óssea!



Marcelo Santos 

Tenho 23 anos e em novembro de 2010 descobri que tinha leucemia linfóide aguda. Naquele momento meu mundo desabou, pois sempre fui saudável, havia feito uma bateria de exames em 2009 e nunca acusou nada, mas reavivadas as forças estou na luta contra a leucemia.

Estou agora fazendo quimioterapia no hospital de 14 em 14 dias e estou bem confiante que no final tudo irá dar certo. Força a todos e acreditem em Deus, ele será nosso salvador contra essa luta.

Depoimento escrito por Marcelo, postado em agosto de 2011

Confia Sempre


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte...
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.
*  *  *
Agradeço aos comentários que recebo e que DEUS ESTEJA COM TODOS NÓS!!!!

sábado, 24 de setembro de 2011

LEUCEMIA 0 O QUE É CÂNCER

                   O QUE É CÂNCER



Nosso corpo é composto por vários órgãos e tecidos, sendo que cada um deles tem uma função determinada e especializada. Esta especialização acontece durante a vida intra-uterina, quando as células começam a se dividir e dar origem ao coração, pulmão, fígado, rins, músculo, etc.
As células são pequenas unidades que compõem o tecido. Algumas tem um ciclo de vida determinado e são substituídas por outras continuamente durante a vida, como por exemplo a pele. Outras células não têm esta capacidade de renovação, como a acontece com a maioria das células que compõem o sistema nervoso. Dentro das células há uma codificação que faz com que elas "saibam" quem são e o que devem fazer.
Algumas vezes estas células ficam doentes. Neste caso ou morrem ou são destruídas pelo sistema imune. Eventualmente algumas células podem adoecer e começar a se multiplicar de maneira rápida e desordenada, prejudicando as estruturas que estão em torno dela.
Quando as células crescem de maneira anormal, mas não perdem a identidade e função, temos o genericamente chamado tumor benigno. Dependendo de onde cresce este tumor , as conseqüências podem ser drásticas. Quando tumores comprometem áreas nobres do cérebro os esmos podem ser potencialmente graves. Quando as células além do aumento anormal em número, perdem sua identidade e função temos o chamado tumor maligno. Este tipo de tumor é capaz de produzir metástases, ou seja, espalhar-se para outras partes do corpo. Alguns tumores dão origem a metástases no pulmão o que acaba por comprometer o funcionamento deste órgão. Outros podem originar metástases no fígado, cérebro, osso, entre outros órgãos.
Resumidamende, o câncer ou tumor malligno, é uma doença onde as células do próprio indivíduo , perdem sua identidade e função e passam a crescer rapidamente, comprometendo as estruturas vizinhas e distantes, e "roubando" energia do restante do organismo. Sendo assim, ele não é uma doença transmissível e não há como "pegar" câncer de uma outra pessoa.

Diferenças entre o Câncer na infância e no adulto. 

O Câncer infantil é pouco freqüente. Estima-se que anualmente cerca de 300 casos novos de câncer em crianças e adolescentes entre 0 a 19 anos ocorra no Rio Grande do Sul. Os tipos de câncer que acometem as crianças também são muito diferentes daqueles que ocorrem nos adultos.
O índice de cura do câncer infantil situa-se em torno de 70% dos casos. Algumas doenças têm índices superiores a 90% e em outros tipos mais graves, felizmente a minoria, o índice fica em torno de 20%.
As causas do câncer, na maioria das vezes, não podem ser identificadas. Diferente do câncer no adulto, o câncer infantil têm poucos fatores de risco conhecidos. Sabe-se por exemplo que no adulto, o tabagismo aumenta a incidência de câncer de pulmão.
Na criança existem poucos fatores de risco conhecidos associados a tumores. Em alguns tipos há uma associação com infecções por vírus e outros podem estar ligado a uma predisposição familiar.
Todavia a maioria dos casos de câncer na infância não tem causa conhecida Provavelmente vários componentes estão associados ao aparecimento do tumor , como predisposição genética,  infecções, exposição a fatores externos como alimentação e outros. Algumas crianças podem nascer com a doença.
Por causa disto, não se fala em prevenção do câncer infantil e sim em diagnóstico precoce para que o tratamento seja iniciado o mais breve possível.
Bazar Coração de Criança site 16.09 
Carlos Sergio Batista 

Amigos, em janeiro de 2010 tudo em minha vida mudou. Meu marido então com 42 anos, muito saudável, trabalhando, planejando estudar, nossos filhos (Fran, Thiago e Victor) todos adolescentes, saudáveis e obedientes. Enfim, estávamos com 20 anos de casados, no auge de nossas vidas. Até que no dia 23/01/2010 tudo mudou.

Meu marido (Sérgio) teve uma febre baixa, mas como ele estava com umas feridinhas na boca a mais de vinte dias, o convenci a ir ao hospital. Fizeram exames e para minha surpresa ele foi à mesma hora para a UTI. Estava com as plaquetas baixas, perto de 5.000. Mas três dias depois veio a notícia de Leucemia Linfóide Aguda.

Começou uma nova história. Intermináveis sessões de quimioterapia, internações, longas noites chorando, eu o Sérgio e nossos filhos. Mas não desistimos nunca, ou melhor, ele não desistiu. Ele sempre nos surpreendeu. Quando parecia que ia desistir, que estava fraco, ele orava a deus, se levantava e dizia: “Essa doença não é maior que deus e nem mais forte que eu”. Por isso estou forte na luta. Então hoje, um ano e pouco depois de muitas internações em UTI, muitas idas e vindas, aqui estou para dizer que ele está muito bem, muito bem mesmo!

As quimios hoje são mais fracas, pois ele não suportou muito bem as pesadas. Faz hoje uma de manutenção, a doença está completamente em remissão, ou seja, está sem a doença. A médica Dra. Rosana espera por um doador, mas ela sempre diz que ele é um milagre, pois a doença é muito severa no caso a LLA com Cromossomo Philadelphia Positivo.

Nos, sabemos que o milagre já aconteceu, cremos que deus tem o melhor pra nos hoje, e que amanha o milagre pode se renovar. Então decidimos viver intensamente o hoje, com a certeza que a deus pertence nossas vidas, hoje, amanha e sempre!

Depoimento escrito pela esposa do Sérgio, postado em agosto de 2011


Carlos Sergio Batista

Pesquisa com pacientes de linfoma aponta que 86% desconheciam a doença antes do diagnóstico
Pesquisa com pacientes de linfoma aponta que 86% desconheciam a doença antes do diagnóstico

Estudo mostrou também que o linfoma não-Hodgkin, tipo de câncer da presidente do Brasil, Dilma Roussef, e do ator Reynaldo Gianecchini , tem maior incidência: cerca de 62%

A partir de uma pesquisa realizada pela ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), em 2010, com 1.455 portadores de linfoma, foi constatado que cerca de 70% destes pacientes demoraram mais de três meses para iniciar o tratamento.

O estudo aponta também falta de informação sobre a doença. Dos entrevistados, 86% nunca tinham ouvido falar do linfoma antes do diagnóstico.

Dividido em dois subtipos, linfoma de Hodgkin (maior incidência em adultos jovens de 25 a 30 anos) e linfoma não-Hodgkin (mais comum em crianças), seu principal sintoma é o inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sinais também comuns ao linfoma são febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos chamados de anti-corpos monoclonais. O transplante de medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível.

Com o objetivo de alertar a todos sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento, a ABRALE, em parceria com a IK Ideas, realiza pelo segundo ano consecutivo a campanha “Movimento contra o linfoma. Se toca. Quanto antes você descobrir, melhor”.

A importância do autoexame, por meio do toque, continua sendo o centro da campanha, já que os nódulos podem ser sentidos com as mãos e, dependendo do estádio da doença, serem vistos a olho nu.

Para obter mais informações sobre o linfoma, acesse www.abrale.org.br ou ligue para 0800 773 9973.----------------------------------------------------------------------------
"Nunca esteja ocupado
demais para ajudar alguém.
    DOE MEDULA ÓSSEA 
Especialmente alguém
que você não conhece.
Lembre-se: De que                          A VIDA SE TORNA MAIS
os Anjos nunca 
estão ocupados demais                    SIGNIFICATIVA QUANDO
para atender Você."                            FAZEMOS ALGO PELOS OUTROS!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

vitalle: LEUCEMIA 0 ENDEREÇOS DE DOAÇÃO

          A simplicidade  é  uma  forma  de  leveza. 
Nas relações humanas ela faz a diferença. 
O que cultiva a simplicidade 
tem a facilidade de tornar leve 
o ambiente em que vive. 
Não cria confusão por pouca coisa; 
não coloca sua atenção no que é acidental,
mas prende os olhos naquilo 
que verdadeiramente vale à pena.


Medo da recidiva
Quando o câncer retorna, após ter sido tratado, dizemos que houve uma recidiva.  Pode acontecer no mesmo lugar em que o câncer começou ou pode manifestar-se em diferentes partes do corpo. O medo da recidiva afeta de forma diferente a cada indivíduo:  para alguns, essa é uma preocupação constante, para outros ela só se apresenta na ocasião dos exames de controle e existem aqueles que nunca se preocupam.
É perfeitamente natural que você tenha medo de uma recidiva.  Afinal, ninguém que ter câncer por mais de uma vez e esse pensamento pode ocorrer-lhe na ocasião dos controles e seguimentos médicos.
No entanto, se o medo o persegue sempre, invadindo o seu dia a dia e tornando-o ansioso é preciso cuidar desse medo, quer por meios próprios, quer com a ajuda de um terapeuta especializado.
Normalmente, pessoas que se submeteram a tratamentos mais difíceis e dolorosos apresentam maior medo da recidiva.  Mas esses temores podem atingir a todos, independentemente da idade ou do tipo de tratamento.
Alguns sintomas indicam que você tem medo de recidiva.
  • Você pensa que seu câncer voltou quando tem alguma dor, tosse ou qualquer desconforto.
  • Você fica atento a qualquer pequeno sintoma em seu corpo, diferentemente do que acontecia antes de ter tido câncer
  • Você não faz projetos de vida futura, pelo medo de que o câncer os interrompa.
Não se esqueça de que as pessoas que tiveram câncer continuam sujeitas às doenças comuns, que todo mundo tem.
Muitos oncologistas sugerem a seguinte regra:  dores ou sintomas que desaparecem em menos de duas semanas não são motivos de preocupação.
Aqui vão algumas idéias que podem ajudá-lo:
  • Converse com um médico sobre o seu medo de recorrência e ouça as estimativas e opiniões dele a respeito.
  • Converse com seus amigos e familiares, para verificar se eles têm os mesmos temores.
  • Discuta com outros pacientes os seus medos.
Um terapeuta especializado pode ajudá-lo.  Veja quando seria interessante procurá-lo.
Veja, passo a passo, como funciona a doação de medula óssea no Brasil:

· É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e boa saúde (ver condições na sessão “Doação de Sangue”);
· É necessário se cadastrar como doador voluntário em um Hemocentro (veja os endereços listados abaixo);
· No cadastramento, os voluntários doam apenas 10 ml de sangue;
· Essa amostra passa por um exame de laboratório, chamado teste de HLA, que determina as características genética do possível doador;
· As informações são colocadas em um cadastro nacional, o REDOME, ou Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea;
· Quando alguém precisa de transplante, os técnicos do Redome fazem a pesquisa de compatibilidade por entre os registros de todos os doadores cadastrados;
· Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer outros exames de compatibilidade genética. Se o perfil coincidir com o do paciente que precisa do transplante, o voluntário decide se realmente quer doar;
· Durante a doação, o doador recebe anestesia geral. Com uma agulha, a medula é aspirada do osso da bacia;
· A quantidade de medula doada é de apenas 10% da medula total. Em 15 dias ela já estará recomposta.

Os interessados em doar devem procurar o Redome ou o Hemocentro mais próximo, nos seguintes endereços:
REGIÃO NORTE
Amazonas
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas - HEMOAM
Av. Constantino Nery , 4397
Chapada - Manaus-AM
CEP: 69.055-002
Telefone: (92) 3655-0100
Pará
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará - HEMOPA
Trav. Padre Eutiquio, nº 2109
Batista Campos - Belém-PA
CEP: 66.033-000
Telefone: (91) 3242-9100 / 6905
Acre
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre - HEMOACRE
Av. Getúlio Vargas, nº 2787
Vila Ivonete - Rio Branco-AC
CEP: 69.914-500
Telefone: (68) 3228-1494
Amapá
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amapá - HEMOAP
Av. Raimundo Alvares da Costa, s/nº
Centro - Macapá-AP
CEP: 68.908-170
Telefone: (96) 3212-6139 / 3223-6289
Rondônia
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia - HEMERON
Av. Circular II, s/nº
Setor Industrial - Porto Velho-RO
CEP: 78.900-970
Telefone: (69) 3216-5489 / 9957-3000
Tocantins
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Tocantins – HEMOTO
Quadra 301 Norte
Conj. 02 Lt.1 - Palmas-TO
CEP: 77.030-010
Telefone: (63) 3218-3285
REGIÃO NORDESTE
Bahia
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Bahia - HEMOBA
Av. Vasco da Gama, s/nº
Rio Vermelho - Salvador- BA
CEP: 40.240-090
Telefone: (71) 3116-5600 / 3116-5661
Alagoas
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Alagoas - HEMOAL
Av. Jorge de Lima, nº 58
Trapiche da Barra - Maceió - AL
CEP: 57.010-382
Telefone: (82) 3315-2106 / 3315-2102
Sergipe
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe - HEMOSE
Av. Trancredo Neves, s/nº
Centro Adm. Gov. Augusto Franco - Aracaju - SE
CEP: 49.080-470
Telefone: (79) 3259-3191
Paraíba
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Paraíba - HEMOÍBA
Av. D. Pedro II, 1119
Torre - João Pessoa/PB
CEP: 58.013-420
Telefone: (83) 3218-7610
Maranhão
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão - HEMOMAR
Rua 5 de Janeiro, s/nº
Jordoa - São Luis/MA
CEP: 65.040-450
Telefone: (98) 3216-1100 / 0800-280-6565
Rio Grande do Norte
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte - HEMONORTE
Av. Almirante Alexandrino de Alencar, 1800
Tirol - Natal/RN
CEP: 59.015-350
Telefone: (84) 3232-6702 / 3232-6767
Fax: (84) 3232-6703
Piauí
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí - HEMOPI
Rua 1º de maio, 235 - Centro - Teresina/PI
CEP: 64.001-430
Telefone: (86) 3221-4927 / 3221- 4989
Fax: (86) 221-7600
Pernambuco
Centro de Hematologia de Pernambuco - HEMOPE
Rua Joaquim Nabuco, 171
Graças – Recife/PE
CEP: 52.011-900
Telefone: (81) 3416-4723
Ceará
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - HEMOCE
Av. José Bastos, 3.390
Rodolfo Teófilo - Fortaleza/CE
CEP: 60.440-261
Telefone: (85) 3101-2296
REGIÃO SUDESTE
Rio de Janeiro
Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti - HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro-RJ
CEP: 20.211-030
Telefone: (21) 2509-1290
Instituto Nacional de Câncer - INCA
Praça da Cruz Vermelha, 23 – 2º andar
Centro – Rio de Janeiro-RJ
CEP: 20.230-130
Telefone: (21) 2506-6580
Espírito Santo
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo - HEMOES
Av. Marechal Campos,1468
Maruípe - Vitória-ES
CEP: 29.040-090
Telefone: (27) 3137-2458 / 3137-2463 / 2438
CECON - Centro Capixaba de Oncologia
Rua Eugênio Neto, n 180 - Praia do Canto - Vitória - ES
CEP: 29055-270
Telefone: (27) 2127-4420 / (27) 2127-4421
site: www.cecon.med.br
email: melissa@cecon.med.br
Diretor do CECON: Dr. Roberto Lima
Hemocentro Regional de São Mateus
Av. Otovarino Duarte Santos, km. 2, s/nº
Parque Washington – São Mateus – ES
CEP.: 29930-000
Telefone: (27) 3773-7226
Mina Gerais
Fundação HEMOMINAS
Alameda Ezequiel Dias, 321
Centro – Belo Horizonte – MG
CEP: 30.130-110
Telefone: (31) 3248-4515 / 3248-4516
Hemocentro Regional de Juiz de Fora
Rua Barão de Cataguases, s/nº
Centro – Juiz de Fora – MG
CEP.: 38015-370
Telefone: (32) 3216-3000
São Paulo
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Rua Marquês de Itu, 579
Vila Buarque – São Paulo-SP
CEP: 01221-001
Telefone: (11) 2176-7000 / 0800-167-055
Hemocentro Regional de Ribeirão Preto
Rua Tenente Catão Roxo 2501
Monte Alegre - Ribeirão Preto/SP
CEP: 14.051-140
Telefone: (11) 3963-9300
Hemocentro Regional de Marília
Rua Lourival Freire, 240
Fragata - Marília-SP
CEP: 17.519-050
Telefone: (14) 3402-1868 / 3402-1866
Hemocentro Regional de Campinas
Rua Carlos Chagas, 480
Hemocentro da Unicamp - Campinas-SP
CEP: 13.083-878
Telefone: (19) 3788-8740
Núcleo de Hemoterapia de Franca
Av. Dr. Hélio Palermo, 4181 – Santa Eugênia – Franca – SP
CEP.: 14409-045
Telefone: (16) 3727-3666
Hemonúcleo Hospital Universitário de Taubaté
Av. Granadiero Guimarães, 270 – Taubaté – SP
CEP.: 12020-130
Telefone: (12) 3633-4422 – ramal: 7623 / 7593
Hemocentro São José do Rio Preto
Av. Jamil Feres Kfouri, 80 – Jardim Panorama – São José do Rio Preto – SP
Telefone: (17) 3201-5151 / 3201-5078
REGIÃO SUL
Rio Grande do Sul
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul - HEMORGS
Av. Bento Gonçalves nº 3.722
Partenon - Porto Alegre - RS
CEP: 90650-001
Telefone: (51) 3336-6755 / 3336-2843
Hemocentro Regional de Santa Rosa
Rua: Boa Vista, 401,
Centro - Santa Rosa - RS
CEP.: 98900-000
Telefone: (55) 3511-4343
Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
Hospital Dom Vicente Scherer
Laboratório de Imunologia de Transplantes
Av. Independência, 155 - 7º andar - Bairro Independência
Porto Alegre - RS
CEP: 90035-074
Telefone: (51) 3214-8670 (informações)/ 3214-8459 (coordenadoria)
Seg a Qui, das 8h às 12h e das 14h às 16h; Sex, somente pela manhã

Santa Catarina
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Stª Catarina - HEMOSC
Av. Othon Gama D’eça, 756 Praça D. Pedro I
Centro – Florianópolis – SC
CEP: 88015-240
Telefone: (48) 3251-9711 / 3251-9712 / 3251-9713
HEMOSC Chapecó
Rua São Leopoldo – Quadra 1309
Esplanada – Chepacó – SC
CEP: 89.811-000
Telefone: (49) 3329-0550
HEMOSC Criciúma
Av. centenário, 1700
Santa Bárbara – Criciúma – SC
Cep. 88.804-001
Telefone: (48) 3433-6611
HEMOSC Joaçaba
Avenida XV de Novembro, 49
Centro – Joaçaba – SC
Cep. 89.600-000
Telefone: (49) 3522-2811
HEMOSC Joinville
Av. Getúlio Vargas, 198 - anexo ao Hospital Municipal São José
Joinville – SC
Cep.: 89.202-000
Telefone: (47) 3433-1378
HEMOSC Lages
Rua Felipe Schmidt, 33
Centro – Lages – SC
Cep. 88501-310
Telelefone: (49) 3222-3922
Posto de Coleta de Tubarão
Rua Rui Barbosa, 339 – anexo a Gerência de Saúde
Fone: (48) 3621-2405
Paraná
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná - HEMEPAR
Travessa João Prosdócimo, 145
Alto da Quinze - Curitiba-PR
CEP: 80060-220
Telefone: (41) 3281-4000 / 4051
Hemocentro Regional de Cascavel
Rua Avaetés, 370
Santo Onofre – Cascavel – PR
CEP.: 85806-380
Telefone: (45) 3226-4549
REGIÃO CENTRO-OESTE
Distrito Federal
Fundação Hemocentro de Brasília
Hospital Base - SMHN Quadra 101 - Bloco A - Mezanino
Brasília – DF
CEP: 70.335-900
Telefone: (61) 3325-5055
Mato Grosso
HEMOMAT Centro de Hemoterapia e Hematologia de Mato Grosso
Rua 13 de junho, nº 1055
Centro - Cuiabá – MT
CEP: 78.005-100
Telefone: (65) 3321-4578
Mato Grosso do Sul
HEMOSUL Centro de Hemoterapia e Hematologia do Mato Grosso do Sul
Av. Fernando Correia da Costa, nº 1304
Centro – Campo Grande – MS
CEP: 79.004-310
Telefone: (67) 3312-1500 / 3312-1502
Goiás
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Goiás - HEMOG
Av. Anhanguera, 5195 - Setor Coimbra
Goiânia - GO
CEP: 74.535-010
Telefone: (62) 3291-5020 / 3291-5320 / 3233-5803                                                     ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Todos endereços acima voce pode procurar pra fazer sua doação,não deixe passar esta oportunidade de ajudar a quem precisa .DEUS abençõe a todos!!!