terça-feira, 29 de dezembro de 2015
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
UMA CHANCE PARA VIVER.
Leucemia: tudo sobre a doença
Câncer é o que mais mata pacientes jovens
O que é leucemia?
A leucemia refere-se a um grupo de cânceres que afetam as células brancas do sangue. É uma enfermidade que se desenvolve na medula óssea, parte do corpo que produz as células sanguíneas, (células vermelhas, células brancas, e plaquetas). Um organismo com leucemia produz exageradamente certos tipos de glóbulos brancos, chamados blastos (células muito jovens), causando infecções, anemia e sangramento excessivo.
Causas da leucemia
A causa exata ainda não é conhecida, mas a doença é influenciada por fatores genéticos e ambientais e resultam de mutações somáticas no DNA, as quais podem ocorrer espontaneamente ou em função de exposição à radiação ou a substâncias cancerígenas, e tem sua probabilidade influenciada por fatores genéticos.
"Acredita-se que uma alteração na estrutura genética cause anomalias e multiplicação descontrolada dos glóbulos brancos. A origem desta alteração é ainda desconhecida, porém suspeita-se de alguns fatores, como fatores genéticos, anomalias inatas (síndrome de Down e anemia de Fanconi), exames de raio X, alguns tipos de vírus e substâncias químicas irritantes em altas doses, como o benzeno", explica o hematologista do Einstein, Dr. Nelson Hamerschlak.
Sintomas da leucemia
Os sintomas são consequências do acúmulo de células afetadas na medula óssea, o que pode prejudicar ou mesmo impedir a produção dos glóbulos vermelhos (anemia, enfraquecimento, cansaço crônico), dos glóbulos brancos (infecções, febres de causa não explicada) e das plaquetas (sangramentos de gengivas e nariz, manchas roxas (equimoses), ou pontos vermelhos na pele).
"São comuns especialmente sangramentos pelo nariz, gengivas ou menstruações muito intensas, sem razão aparente. Infecções recorrentes, dor nas articulações e nos ossos, inflamação e aumento de tamanho dos nódulos linfáticos, baço e fígado também são sintomas da doença, explica o Dr. Nelson Hamerschlak.
Segundo o médico, os sintomas são similares aos de muitas doenças comuns, porém, depois de algum tempo, tornam-se mais graves e persistentes. O paciente pode apresentar gânglios linfáticos inchados, com ausência de dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suor noturno; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações.
Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central, podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.
Principais tipos de leucemia
A leucemia pode ser classificada, de acordo com o grau de evolução (imaturidade das células), em crônica ou aguda. E também está relacionada à célula que lhe deu origem ou a sua linhagem, sendo classificada em mieloide, quando as células mieloides são afetadas, ou linfoide, quando a leucemia afeta as células linfócitas.
O tipo agudo da doença é desenvolvido rapidamente e caracterizado pelo crescimento veloz de células sanguíneas imaturas. Apresenta altas taxas de cura em crianças (cerca de 80% delas são curadas com quimioterapia ou transplante de medula óssea). Em adultos este número é menor. No entanto, uma boa parte dos casos é curada com procedimentos intensivos, como o transplante de medula óssea.
Já a leucemia crônica desenvolve-se lentamente e aparece mais frequentemente em adultos. É caracterizada pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras, porém ainda assim "anormais".
Tanto na leucemia aguda como na crônica, é produzido um número extremamente alto de glóbulos brancos anormais que invadem a medula óssea. Se combinarmos as duas classificações, existem, então, quatro tipos mais comuns de leucemia:
- Leucemia linfoide crônica: afeta células linfoides e se desenvolve vagarosamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença é idosa. Raramente afeta crianças.
- Leucemia mieloide crônica: afeta células mieloides e se desenvolve vagarosamente, a princípio. Presente principalmente em adultos.
- Leucemia linfoide aguda: afeta células linfoides e agrava-se rapidamente. É o tipo mais comum em crianças pequenas, podendo ocorre também em adultos.
- Leucemia mieloide aguda: afeta as células mieloides e avança rapidamente. Ocorre tanto em adultos como em crianças.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por meio de uma análise laboratorial ao paciente, como o hemograma (exame de sangue), que deverá estar alterado em caso de leucemia. "Porém, a confirmação só é feita com exames da medula óssea, entre eles o mielograma. Nestes exames retira-se material esponjoso de dentro do osso para que sejam examinadas as células encontradas", explica o médico.
Segundo o hematologista, nos últimos anos foram obtidos grandes avanços no tratamento da leucemia, entre eles a quimioterapia, a radioterapia, o transplante de medula óssea e um tratamento terapêutico-alvo, em que o paciente é submetido a medicamentos especialmente desenvolvidos para destruir as células cancerígenas.
O tratamento da leucemia aguda ocorre em fases. Inicialmente, é feito por meio de quimioterápicos e pode ter um resultado positivo por um período pequeno de tempo. "Dependendo do tipo de leucemia, há a necessidade de prolongar o uso desses medicamentos (terapia de consolidação e manutenção). O tratamento em longo prazo pode durar, em alguns tipos da doença, até dois anos e meio ou três anos. Nesse período, determinados remédios combinados são utilizados para prolongar e manter a remissão da doença (ou seja, a não evolução)", explica o Dr. Nelson.
Na leucemia mieloide crônica usa-se hoje a terapia-alvo com medicação específica, e o paciente irá tomá-las pelo resto da vida. A resposta total é chamada cura funcional, isso é o paciente está "curado" enquanto tomar a medicação.
Na leucemia linfoide crônica, grande parte das pessoas não são tratadas, mas só observadas. O tratamento, quando necessário, é extremamente bem tolerável. São raros os pacientes que não respondem bem aos métodos terapêuticos.
A eficácia do tratamento está relacionada ao tipo de leucemia, à gravidade da doença e à resposta do paciente.
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De acordo com o médico, os tratamentos quimioterápicos podem piorar temporariamente a anemia e também reduzir muito a contagem de plaquetas. Portanto, para que estes possam ser aplicados na sua totalidade e obter-se os melhores resultados, também é realizada uma terapia de apoio, como transfusão de sangue e/ou plaquetas e o uso de antibióticos. E estes combinados a dietas nutricionais e a terapias integrativas, como yoga, meditação etc.
"Novas pesquisas são feitas constantemente e estão dirigidas a métodos diagnósticos e prognósticos, ao desenvolvimento de novos medicamentos e a tipos mais seguros de transplante de medula óssea", finaliza o médico.
Publicado em outubro de 2011
Publicado em 07/11/2011
domingo, 9 de agosto de 2015
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Leucemia
Leucemia
A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos (principalmente esterno e bacia) e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.
Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.O tipo de leucemia mais freqüente na criança é a leucemia linfóide aguda (ou linfoblástica). A leucemia mielóide aguda é mais comum no adulto. Esta última tem vários subtipos: mieloblástica (menos e mais diferenciada), promielocítica, mielomonocítica, monocítica, eritrocítica e megacariocítica. Diagnóstico
As manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) da medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A fadiga, palpitação e anemia aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea. Infecções que podem levar ao óbito são causadas pela redução dos leucócitos normais (responsáveis pela defesa do organismo).
Tratamento
Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão), quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea (remissão morfológica) e o exame físico (remissão clínica) não demonstram mais anormalidades.
Principais Procedimentos Médicos no Tratamento da Leucemia
fonte:Dra. Jane Dobbin
Chefe do Serviço de Hematologia Hospital do Câncer I / INCAhttp://www.inca.gov.br |
que nos faz recomeçar
Que nos faz sorrir,
que nos faz suportar as
dores, a saudade.
Que nos faz buscar a felicidade
Existe uma força que nos faz sonhar
Uma força que nos faz acreditar
É uma força chamada amor,
persistência
Uma força chamada fé."

terça-feira, 14 de agosto de 2012
Como se tornar um doador?
Como se tornar um doador?
Tudo seria mais simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e receptor. A compatibilidade da medula óssea é uma herança genética. E para realizar o transplante é necessário que a compatibilidade entre o doador e o receptor seja de 100%. A chance de encontrar uma medula compatível no REDOME é em média de 1 para 100.000.
Cerca de 60% dos pacientes não encontram doadores na família e quando isso acontece, é preciso buscar um doador compatível cadastrado no Registro Nacional (REDOME). As chances de encontrar um doador não-aparentado dependem do grau de miscigenação dos indivíduos na população. Então, quanto maior o número de brasileiros cadastrados no banco, maiores serão as chances dos pacientes acharem doadores compatíveis.
REDOME – Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea
O INCA – Instituto Nacional de Câncer – é o responsável pelo REDOME. Criado em 1993, o registro centraliza todas as informações cadastrais de pessoas dispostas a doar medula óssea para pacientes que não possuem doadores na família. Quando um paciente precisa de transplante, este cadastro é consultado. Se encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
Passo a Passo para se tornar um Doador Voluntário de Medula Óssea
Ser um doador é muito simples!
Você precisa ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado de saúde e não ter histórico de Câncer, Hepatite e HIV.
1° Passo: Cadastre-se:
Procure na sua cidade um hemocentro ou um hemonúcleo autorizado e cadastre-se. Endereços dos Hemocentros no Brasil
O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação com dados de contato. Também será realizada a coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade (tipagem HLA). Este exame de sangue não consiste na DOAÇÃO da medula óssea, apenas no cadastro de possível doador.
Seus dados e sua tipagem HLA serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
2° Passo: Se você for convocado:
Se aparecer um paciente com a medula compatível com a sua, você será convocado.
Será necessário realizar novos testes sanguíneos para a confirmação da compatibilidade. Se a compatibilidade for confirmada, você será avaliado por um médico e decidirá sobre a doação.
É muito importante o doador manter o REDOME atualizado com os seus dados cadastrais. Caso houver mudança de telefone ou endereço, comunique alteração no hemocentro que você fez o cadastro.
Como é feita a doação?
Após a confirmação da compatibilidade entre o doador e receptor, o doador poderá decidir sobre a doação. Se a resposta for positiva, é agendada a data do transplante.
O doador passará primeiramente por exames clínicos e laboratoriais, a fim de garantir a segurança do doador e receptor, evitando transmissão de doenças. Esta avaliação considera idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologia, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.
Existem de duas formas de doar a medula óssea:
1.Punções na bacia: realizada com agulha especial e seringa na região da bacia, retira-se uma quantidade de medula óssea equivalente a uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta dor, é necessário tomar anestesia. O procedimento dura em média 90 minutos. A sensação de dor moderada permanece em média por uma semana e é semelhante a dor da injeção de Benzetacil. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que o procedimento não envolve cirurgia, não há corte, nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte.
2. Aférese: antes de realizar este procedimento, o doador precisa tomar um medicamento por 5 dias, que estimulará a multiplicação das células-mãe. As células mãe do sangue migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O medicamento aplicado antes da doação pode causar dores no corpo e fadiga.
O médico irá informar a melhor forma de coleta de células, isso dependerá da doença e da fase em que se encontra, assim o benefício para o paciente será maior. O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, essa resolução cabe ao médico que está acompanhando o caso.
O doador por possuir uma medula saudável e se encontrar em bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente, voltando às atividades normais. Em casos especiais e raros, se necessário, o doador pode ser compatível e doar novamente a medula para outra pessoa.
O que são células-tronco?
As células-tronco são células muito especiais. Elas surgem no ser humano, ainda na fase embrionária, previamente ao nascimento. Após o nascimento, alguns órgãos ainda mantêm dentro de si uma pequena porção de células-tronco, que são responsáveis pela renovação constante desse órgão específico. Essas células têm duas características distintas:
1- elas conseguem se reproduzir, duplicando-se, gerando duas células com iguais características;
2– conseguem diferenciar-se, ou seja, transformar-se em diversas outras células de seus respectivos tecidos e órgãos.
A célula-tronco hematopoética, que no adulto se localiza na medula óssea vermelha é uma célula comprometida com a formação do sangue. Essa é a célula que efetivamente substituímos quando realizamos um transplante de medula óssea.
Onde podemos encontrar as células-tronco?
Além da célula-tronco hematopoética, pesquisas recentes têm demonstrado a presença de células-tronco específicas, presentes em tecidos como, fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele etc. A utilização para fins terapêuticos dessas células também tem sido alvo de vários estudos, ainda em fase experimental.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
linfoma de não-Hodgkin ainda é pouco conhecido
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia afirmou que 86% dos pacientes diagnosticados com o linfoma de não-Hodgkin – câncer descoberto no ator Reinaldo Gianecchini e na presidente Dilma Rousseff – nunca tinham ouvido falar na doença. O levantamento, realizado com 1.455 portadores de linfoma em 2010, também constatou que 70% dos pacientes demoraram mais de três meses para iniciar o tratamento.
Dividido em dois subtipos, os linfomas de Hodgkin (maior incidência em adultos jovens de 25 a 30 anos) e os linfomas não-Hodgkin (mais comum em crianças) possuem sintomas similares, marcados pelo inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sinais também comuns são febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos chamados de anti-corpos monoclonais. O transplante de medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível. Com o objetivo de alertar a todos sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento, a Abrale, em parceria com a IK Ideas, realiza pelo segundo ano consecutivo a campanha Movimento Contra o Linfoma. Se toca. Quanto Antes Você Descobrir, Melhor.
A importância do autoexame, por meio do toque, continua sendo o centro da campanha, já que os nódulos podem ser sentidos com as mãos e, dependendo do estádio da doença, serem vistos a olho nu.
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