terça-feira, 26 de janeiro de 2016

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

UMA CHANCE PARA VIVER.

Leucemia: tudo sobre a doença

Câncer é o que mais mata pacientes jovens
Leucemia: tudo sobre a doençaSegundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), apesar de a leucemia ser o câncer mais curável, é ainda o que mais mata pacientes entre 0 e 18 anos. No Brasil, somente de 2001 a 2005, foi responsável por 34,5% de mortes nesta faixa etária. Estima-se que, atualmente, mais de 7.500 pessoas desenvolvam leucemia no país.

O que é leucemia?

A leucemia refere-se a um grupo de cânceres que afetam as células brancas do sangue. É uma enfermidade que se desenvolve na medula óssea, parte do corpo que produz as células sanguíneas, (células vermelhas, células brancas, e plaquetas). Um organismo com leucemia produz exageradamente certos tipos de glóbulos brancos, chamados blastos (células muito jovens), causando infecções, anemia e sangramento excessivo.

Causas da leucemia

A causa exata ainda não é conhecida, mas a doença é influenciada por fatores genéticos e ambientais e resultam de mutações somáticas no DNA, as quais podem ocorrer espontaneamente ou em função de exposição à radiação ou a substâncias cancerígenas, e tem sua probabilidade influenciada por fatores genéticos.
"Acredita-se que uma alteração na estrutura genética cause anomalias e multiplicação descontrolada dos glóbulos brancos. A origem desta alteração é ainda desconhecida, porém suspeita-se de alguns fatores, como fatores genéticos, anomalias inatas (síndrome de Down e anemia de Fanconi), exames de raio X, alguns tipos de vírus e substâncias químicas irritantes em altas doses, como o benzeno", explica o hematologista do Einstein, Dr. Nelson Hamerschlak.

Sintomas da leucemia

Os sintomas são consequências do acúmulo de células afetadas na medula óssea, o que pode prejudicar ou mesmo impedir a produção dos glóbulos vermelhos (anemia, enfraquecimento, cansaço crônico), dos glóbulos brancos (infecções, febres de causa não explicada) e das plaquetas (sangramentos de gengivas e nariz, manchas roxas (equimoses), ou pontos vermelhos na pele).
"São comuns especialmente sangramentos pelo nariz, gengivas ou menstruações muito intensas, sem razão aparente. Infecções recorrentes, dor nas articulações e nos ossos, inflamação e aumento de tamanho dos nódulos linfáticos, baço e fígado também são sintomas da doença, explica o Dr. Nelson Hamerschlak.
Segundo o médico, os sintomas são similares aos de muitas doenças comuns, porém, depois de algum tempo, tornam-se mais graves e persistentes. O paciente pode apresentar gânglios linfáticos inchados, com ausência de dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suor noturno; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações.
Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central, podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.

Principais tipos de leucemia

A leucemia pode ser classificada, de acordo com o grau de evolução (imaturidade das células), em crônica ou aguda. E também está relacionada à célula que lhe deu origem ou a sua linhagem, sendo classificada em mieloide, quando as células mieloides são afetadas, ou linfoide, quando a leucemia afeta as células linfócitas.
O tipo agudo da doença é desenvolvido rapidamente e caracterizado pelo crescimento veloz de células sanguíneas imaturas. Apresenta altas taxas de cura em crianças (cerca de 80% delas são curadas com quimioterapia ou transplante de medula óssea). Em adultos este número é menor. No entanto, uma boa parte dos casos é curada com procedimentos intensivos, como o transplante de medula óssea.
Já a leucemia crônica desenvolve-se lentamente e aparece mais frequentemente em adultos. É caracterizada pelo acúmulo de células sanguíneas relativamente maduras, porém ainda assim "anormais".
Tanto na leucemia aguda como na crônica, é produzido um número extremamente alto de glóbulos brancos anormais que invadem a medula óssea. Se combinarmos as duas classificações, existem, então, quatro tipos mais comuns de leucemia:
  • Leucemia linfoide crônica: afeta células linfoides e se desenvolve vagarosamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença é idosa. Raramente afeta crianças.
  • Leucemia mieloide crônica: afeta células mieloides e se desenvolve vagarosamente, a princípio. Presente principalmente em adultos.
  • Leucemia linfoide aguda: afeta células linfoides e agrava-se rapidamente. É o tipo mais comum em crianças pequenas, podendo ocorre também em adultos.
  • Leucemia mieloide aguda: afeta as células mieloides e avança rapidamente. Ocorre tanto em adultos como em crianças.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio de uma análise laboratorial ao paciente, como o hemograma (exame de sangue), que deverá estar alterado em caso de leucemia. "Porém, a confirmação só é feita com exames da medula óssea, entre eles o mielograma. Nestes exames retira-se material esponjoso de dentro do osso para que sejam examinadas as células encontradas", explica o médico.
Segundo o hematologista, nos últimos anos foram obtidos grandes avanços no tratamento da leucemia, entre eles a quimioterapia, a radioterapia, o transplante de medula óssea e um tratamento terapêutico-alvo, em que o paciente é submetido a medicamentos especialmente desenvolvidos para destruir as células cancerígenas.
O tratamento da leucemia aguda ocorre em fases. Inicialmente, é feito por meio de quimioterápicos e pode ter um resultado positivo por um período pequeno de tempo. "Dependendo do tipo de leucemia, há a necessidade de prolongar o uso desses medicamentos (terapia de consolidação e manutenção). O tratamento em longo prazo pode durar, em alguns tipos da doença, até dois anos e meio ou três anos. Nesse período, determinados remédios combinados são utilizados para prolongar e manter a remissão da doença (ou seja, a não evolução)", explica o Dr. Nelson.
Na leucemia mieloide crônica usa-se hoje a terapia-alvo com medicação específica, e o paciente irá tomá-las pelo resto da vida. A resposta total é chamada cura funcional, isso é o paciente está "curado" enquanto tomar a medicação.
Na leucemia linfoide crônica, grande parte das pessoas não são tratadas, mas só observadas. O tratamento, quando necessário, é extremamente bem tolerável. São raros os pacientes que não respondem bem aos métodos terapêuticos.
A eficácia do tratamento está relacionada ao tipo de leucemia, à gravidade da doença e à resposta do paciente.
De acordo com o médico, os tratamentos quimioterápicos podem piorar temporariamente a anemia e também reduzir muito a contagem de plaquetas. Portanto, para que estes possam ser aplicados na sua totalidade e obter-se os melhores resultados, também é realizada uma terapia de apoio, como transfusão de sangue e/ou plaquetas e o uso de antibióticos. E estes combinados a dietas nutricionais e a terapias integrativas, como yoga, meditação etc.
"Novas pesquisas são feitas constantemente e estão dirigidas a métodos diagnósticos e prognósticos, ao desenvolvimento de novos medicamentos e a tipos mais seguros de transplante de medula óssea", finaliza o médico.

Publicado em outubro de 2011
Publicado em 07/11/2011

UMA CHANCE PARA VIVER.CamilaGleizer         FILME COMPLET

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Leucemia

                                                                           


Leucemia

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos (principalmente esterno e bacia) e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.
Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.
O tipo de leucemia mais freqüente na criança é a leucemia linfóide aguda (ou linfoblástica). A leucemia mielóide aguda é mais comum no adulto. Esta última tem vários subtipos: mieloblástica (menos e mais diferenciada), promielocítica, mielomonocítica, monocítica, eritrocítica e megacariocítica.

Diagnóstico

As manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) da medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A fadiga, palpitação e anemia aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea. Infecções que podem levar ao óbito são causadas pela redução dos leucócitos normais (responsáveis pela defesa do organismo).

Tratamento

Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão), quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea (remissão morfológica) e o exame físico (remissão clínica) não demonstram mais anormalidades.

Principais Procedimentos Médicos no Tratamento da Leucemia

  • Mielograma: É um exame de grande importância para o diagnóstico (análise das células) e para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, essas células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.
  • Punção lombar: A medula espinhal é parte do sistema nervoso, que tem a forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado líquor. A punção lombar consiste na aspiração do líquor para exame citológico e também para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é indicado em crianças que não cooperam com o exame.
  • Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode alcançar até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sangüíneos além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções venosas repetidas e dolorosas.
  • Transfusões: Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemáceas e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hemopoese (produção e maturação das células do sangue) normal. 
fonte:Dra. Jane Dobbin
Chefe do Serviço de Hematologia
Hospital do Câncer I / INCA
http://www.inca.gov.br
MENSAGEM:                                                                             Existe uma força que nos leva a viver,
que nos faz recomeçar
Que nos faz sorrir,
que nos faz suportar as
dores, a saudade.
Que nos faz buscar a felicidade
Existe uma força que nos faz sonhar
Uma força que nos faz acreditar
É uma força chamada amor,
persistência
Uma força chamada fé."