quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Leucemia

                                                                           


Leucemia

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos (principalmente esterno e bacia) e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.
Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.
O tipo de leucemia mais freqüente na criança é a leucemia linfóide aguda (ou linfoblástica). A leucemia mielóide aguda é mais comum no adulto. Esta última tem vários subtipos: mieloblástica (menos e mais diferenciada), promielocítica, mielomonocítica, monocítica, eritrocítica e megacariocítica.

Diagnóstico

As manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) da medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A fadiga, palpitação e anemia aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea. Infecções que podem levar ao óbito são causadas pela redução dos leucócitos normais (responsáveis pela defesa do organismo).

Tratamento

Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão), quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea (remissão morfológica) e o exame físico (remissão clínica) não demonstram mais anormalidades.

Principais Procedimentos Médicos no Tratamento da Leucemia

  • Mielograma: É um exame de grande importância para o diagnóstico (análise das células) e para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, essas células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.
  • Punção lombar: A medula espinhal é parte do sistema nervoso, que tem a forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado líquor. A punção lombar consiste na aspiração do líquor para exame citológico e também para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é indicado em crianças que não cooperam com o exame.
  • Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode alcançar até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sangüíneos além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções venosas repetidas e dolorosas.
  • Transfusões: Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemáceas e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hemopoese (produção e maturação das células do sangue) normal. 
fonte:Dra. Jane Dobbin
Chefe do Serviço de Hematologia
Hospital do Câncer I / INCA
http://www.inca.gov.br
MENSAGEM:                                                                             Existe uma força que nos leva a viver,
que nos faz recomeçar
Que nos faz sorrir,
que nos faz suportar as
dores, a saudade.
Que nos faz buscar a felicidade
Existe uma força que nos faz sonhar
Uma força que nos faz acreditar
É uma força chamada amor,
persistência
Uma força chamada fé."

 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Como se tornar um doador?


        Como se tornar um doador?

Tudo seria mais simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e receptor. A compatibilidade da medula óssea é uma herança genética. E para realizar o transplante é necessário que a compatibilidade entre o doador e o receptor seja de 100%. A chance de encontrar uma medula compatível no REDOME é em média de 1 para 100.000.

Cerca de 60% dos pacientes não encontram doadores na família e quando isso acontece, é preciso buscar um doador compatível cadastrado no Registro Nacional (REDOME). As chances de encontrar um doador não-aparentado dependem do grau de miscigenação dos indivíduos na população. Então, quanto maior o número de brasileiros cadastrados no banco, maiores serão as chances dos pacientes acharem doadores compatíveis.


REDOME – Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea
O INCA – Instituto Nacional de Câncer – é o responsável pelo REDOME. Criado em 1993, o registro centraliza todas as informações cadastrais de pessoas dispostas a doar medula óssea para pacientes que não possuem doadores na família. Quando um paciente precisa de transplante, este cadastro é consultado. Se encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.

Passo a Passo para se tornar um Doador Voluntário de Medula Óssea

Ser um doador é muito simples!
 Você precisa ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado de saúde e não ter histórico de Câncer, Hepatite e HIV.

1° Passo: Cadastre-se:
 Procure na sua cidade um hemocentro ou um hemonúcleo autorizado e cadastre-se. Endereços dos Hemocentros no Brasil

O cadastro consiste no preenchimento de uma ficha de identificação com dados de contato. Também será realizada a coleta de um simples exame de sangue para o teste de compatibilidade (tipagem HLA). Este exame de sangue não consiste na DOAÇÃO da medula óssea, apenas no cadastro de possível doador.
 Seus dados e sua tipagem HLA serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).

2° Passo: Se você for convocado:

Se aparecer um paciente com a medula compatível com a sua, você será convocado.
Será necessário realizar novos testes sanguíneos para a confirmação da compatibilidade. Se a compatibilidade for confirmada, você será avaliado por um médico e decidirá sobre a doação.

É muito importante o doador manter o REDOME atualizado com os seus dados cadastrais. Caso houver mudança de telefone ou endereço, comunique alteração no hemocentro que você fez o cadastro.


Como é feita a doação?

Após a confirmação da compatibilidade entre o doador e receptor, o doador poderá decidir sobre a doação. Se a resposta for positiva, é agendada a data do transplante.

O doador passará primeiramente por exames clínicos e laboratoriais, a fim de garantir a segurança do doador e receptor, evitando transmissão de doenças. Esta avaliação considera idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologia, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.

Existem de duas formas de doar a medula óssea:

1.Punções na bacia: realizada com agulha especial e seringa na região da bacia, retira-se uma quantidade de medula óssea equivalente a uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta dor, é necessário tomar anestesia. O procedimento dura em média 90 minutos. A sensação de dor moderada permanece em média por uma semana e é semelhante a dor da injeção de Benzetacil. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que o procedimento não envolve cirurgia, não há corte, nem pontos.  O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte.

2. Aférese: antes de realizar este procedimento, o doador precisa tomar um medicamento por 5 dias, que estimulará a multiplicação das células-mãe. As células mãe do sangue migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O medicamento aplicado antes da doação pode causar dores no corpo e fadiga.

O médico irá informar a melhor forma de coleta de células, isso dependerá da doença e da fase em que se encontra, assim o benefício para o paciente será maior. O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, essa resolução cabe ao médico que está acompanhando o caso.

O doador por possuir uma medula saudável e se encontrar em bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente, voltando às atividades normais. Em casos especiais e raros, se necessário, o doador pode ser compatível e doar novamente a medula para outra pessoa.


O que são células-tronco?

As células-tronco são células muito especiais. Elas surgem no ser humano, ainda na fase embrionária, previamente ao nascimento. Após o nascimento, alguns órgãos ainda mantêm dentro de si uma pequena porção de células-tronco, que são responsáveis pela renovação constante desse órgão específico. Essas células têm duas características distintas:

1- elas conseguem se reproduzir, duplicando-se, gerando duas células com iguais características;

2– conseguem diferenciar-se, ou seja, transformar-se em diversas outras células de seus respectivos tecidos e órgãos.

A célula-tronco hematopoética, que no adulto se localiza na medula óssea vermelha é uma célula comprometida com a formação do sangue. Essa é a célula que efetivamente substituímos quando realizamos um transplante de medula óssea.


Onde podemos encontrar as células-tronco?
Além da célula-tronco hematopoética, pesquisas recentes têm demonstrado a presença de células-tronco específicas, presentes em tecidos como, fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele etc. A utilização para fins terapêuticos dessas células também tem sido alvo de vários estudos, ainda em fase experimental.                                                      


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

 linfoma de não-Hodgkin ainda é pouco conhecido


Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia afirmou que 86% dos pacientes diagnosticados com o linfoma de não-Hodgkin – câncer descoberto no ator Reinaldo Gianecchini e na presidente Dilma Rousseff – nunca tinham ouvido falar na doença. O levantamento, realizado com 1.455 portadores de linfoma em 2010, também constatou que 70% dos pacientes demoraram mais de três meses para iniciar o tratamento.  
Dividido em dois subtipos, os linfomas de Hodgkin (maior incidência em adultos jovens de 25 a 30 anos) e os linfomas não-Hodgkin (mais comum em crianças) possuem sintomas similares, marcados pelo inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sinais também comuns são febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.
O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos chamados de anti-corpos monoclonais. O transplante de medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível. Com o objetivo de alertar a todos sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento, a Abrale, em parceria com a IK Ideas, realiza pelo segundo ano consecutivo a campanha Movimento Contra o Linfoma. Se toca. Quanto Antes Você Descobrir, Melhor.
A importância do autoexame, por meio do toque, continua sendo o centro da campanha, já que os nódulos podem ser sentidos com as mãos e, dependendo do estádio da doença, serem vistos a olho nu. 
 
Fármaco que mata células T da leucemia não aumenta risco de infeção
2012-01-29
fonte: Hospital Brighman and Women

Um novo estudo mostrou que baixas doses do medicamento Campath (alemtuzumab) tratam com eficácia doentes com linfoma cutâneo de células T (L-CTCL) – um tipo de leucemia - sem aumentar o risco de infeções dos pacientes.

O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, concluiu que o Campath elimina as células T que contribuem para o desenvolvimento desta doença, através da corrente sanguínea, mas poupa uma população recém-descoberta de células T que vive nos tecidos e são benéficas. 

Os investigadores verificaram, através de uma pesquisa em humanos, que o Campath trata efetivamente o linfoma em causa, poupando a imunidade normal do organismo, sem impulsionar o desenvolvimento de infeções.

As descobertas desta equipa são também a primeira demonstração de que as células-T que residem nos tecidos do corpo humano oferecem uma proteção imunológica eficaz da pele.

“Estamos muito gratos aos nossos pacientes por confiarem nos nossos cuidados e por nos darem lições importantes sobre o sistema imunológico”, afirmaram os autores da pesquisa.
 
 


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

vitalle: Perguntas e respostas sobre transplante de medula ...

vitalle: Perguntas e respostas sobre transplante de medula ...: Perguntas e respostas sobre transplante de medula óssea? São comuns as complicações no paciente após o transplante de medula óssea? Ap...
Perguntas e respostas sobre transplante de medula óssea?
São comuns as complicações no paciente após o transplante de medula óssea?
Após transplante de medula óssea é comum o paciente ter várias complicações, necessitar de transfusão com freqüência e ter efeitos colaterais das drogas que recebe. Esses sintomas tendem a minimizar conforme passa o tempo e o paciente passa a internar menos e ter cada vez menos complicações.
Qual a possibilidade do paciente realizar um segundo transplante de medula?
Caso o paciente tenha indicação poderá ser feito um segundo transplante de medula óssea.
É possível a realização de transplante de medula óssea em paciente de linfoma de Hodgkin?
O linfoma de Hodgkin é uma doença que envolve os gânglios linfáticos, sendo um câncer, mas a maioria dos pacientes se cura da doença somente com quimioterapia, não necessitando de transplante. O transplante, quando necessário, é indicado o autólogo, ou seja, aquele em que as células progenitoras hematopiéticas provêm do próprio paciente.
O que é GVHD? Quais são os níveis?
A doença do enxerto versus hospedeiro ocorre em pacientes submetidos a transplante alogênico de medula óssea. As reações são diversas desde alterações na pele, diarréia, alterações no fígado e rins. Tais alterações são minimizadas com uso de medicações denominadas de imunossupressores.
É possível um idoso ser submetido a um transplante de medula óssea?
A princípio a idade limite para a realização de transplante de medula óssea é de 55 anos, mas se o paciente responder bem ao tratamento, e não houver outras doenças como hipertensão, problemas cardíacos e um doador compatível, a equipe que faz o tratamento decide sobre o transplante. Em transplante de medula óssea em idade avançada há risco de graves complicações, por essa razão o risco é maior do que o benefício em alguns casos. Converse com o médico e verifique a possibilidade da realização do procedimento.
Quais são as condições necessárias para a realização do transplante de medula óssea?
Para a realização do transplante é necessário que o paciente tenha respondido ao tratamento quimioterápico inicial, ou seja, esteja com a doença controlada, pois o transplante é um procedimento que consolida um tratamento inicial de sucesso. Se o paciente não respondeu, provavelmente não poderá realizar o transplante, a menos que haja alguma outra droga que ele possa responder, isso será determinado pela equipe que trata o paciente.
Como posso fazer o exame de HLA gratuitamente?
O médico que faz o tratamento do paciente deve encaminhá-lo para a realização do exame de histocompatibilidade genética (HLA) do paciente e dos irmãos do mesmo pai e mãe. Se não houver irmãos compatíveis com o HLA do paciente, os dados do paciente serão enviados para o Registro Nacional de Doadores de Medula (REDOME), centro que faz a busca de doadores de medula óssea no Brasil e em Bancos internacionais. Os exames são pagos pelo estado.
O que fazer quando não há um doador compatível?
Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos etc) semelhantes. Embora, no caso do Brasil, a mistura de raças dificulte a localização de doadores, é possível encontrá-los em outros países.

Desta forma surgiram os primeiros Bancos de Doadores de Medula, em que voluntários de todo o mundo são cadastrados e consultados para pacientes de todo o planeta. Hoje, já existem mais de 5 milhões de doadores. O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros.
O que é compatibilidade?
Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade tecidual entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade tecidual é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6. Por isso, devem ser iguais entre doador e receptor. Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade.

O laboratório do Centro de Transplante de Medula Óssea funciona no Hospital dos Servidores do Estado. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 35%.
Quais os riscos para o doador?
Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 10%). Esta pequena cirurgia tem duração de aproximadamente 90 minutos e consiste de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspiração da medula.

Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.
Quais os riscos para o paciente?
A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal.

Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova "memória" e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é rara.
Como é o transplante para o paciente?
Depois de se submeter a um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de 2 a 3 semanas, necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre são quase uma regra no paciente transplantado. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário, por vezes, o comparecimento diário ao hospital.
Como é o transplante para o doador?
Antes da doação, o doador faz um exame clínico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.

A doação é feita por meio de uma pequena cirurgia, de aproximadamente 90 minutos, em que são realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10% do seu peso. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Leia mais informações sobre a doação de medula.
Quando é necessário o transplante?
Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode estar indicado.
O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

O transplante pode ser autogênico (autólogo), quando a medula ou as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.--------------------------------------------------------------

 É o Senhor que cham

É o Senhor que chama
Ne
lon de Souza Barbosa / Osmar Coppi

No olhar do ancião abandonado
No rosto do pequeno e oprimido
Na fome do operário sem emprego
Eu te vejo, meu Senhor, tão excluído

É o Senhor que chama
Também me ama
Ele me convida
A doar a própria vida (bis)

Na mulher que gerou e é condenada
No doente que padece sem amor
Na angústia e na miséria deste povo
Nele vejo o teu rosto, ó meu Senhor

Aceito caminhar sempre ao teu lado
Me convidas a tomar uma atitude
É nobre a missão que me confias:
Anunciar a tua vida em plenitude